A Marinha dos Estados Unidos solicitou US$ 3 bilhões em financiamento adicional para reabastecer seus estoques de mísseis Tomahawk, após a utilização de seus suprimentos na guerra contra o Irã.
A solicitação foi feita como parte do pedido orçamentário mais amplo do Pentágono, que totaliza US$ 1,5 trilhão para 2027, divulgado esta semana. O pedido de mísseis Tomahawk representa um aumento de 1.200% na produção em comparação ao ano passado.
No ano anterior, o Congresso aprovou a compra de 58 mísseis por um preço total de US$ 257 milhões. A solicitação deste ano é suficiente para financiar 785 mísseis.
Segundo um relatório do Washington Post no mês passado, os EUA lançaram pelo menos 850 mísseis Tomahawk desde o início da guerra contra o Irã em 28 de fevereiro.
O Pentágono afirma que o pedido orçamentário de US$ 1,5 trilhão é necessário para enfrentar as crescentes ameaças da China, Rússia e outros adversários. O pedido inclui cerca de US$ 1,1 trilhão em financiamento discricionário básico para o Departamento de Guerra, além de US$ 350 bilhões em financiamento obrigatório para apoiar prioridades como a produção de munições e a expansão da base industrial de defesa.
Se aprovado, o plano representará um dos maiores aumentos nos gastos com defesa dos EUA em décadas, embora o total inclua uma mistura de financiamento discricionário e recursos obrigatórios que normalmente não são combinados nas comparações orçamentárias padrão do Pentágono.
O orçamento enfatiza fortemente a reconstrução dos estoques de armas e o fortalecimento da capacidade de fabricação doméstica, áreas que os oficiais de defesa identificaram como vulnerabilidades-chave nos últimos anos. A construção naval também é um foco importante, com US$ 65,8 bilhões solicitados para a aquisição de 18 navios de combate da Marinha e 16 embarcações não de combate, como parte de um esforço mais amplo para expandir a capacidade marítima.
A proposta também continua o financiamento para o sistema de defesa antimísseis “Golden Dome”, que visa desenvolver uma defesa nacional em camadas utilizando sensores e interceptores baseados no espaço. O orçamento também destaca investimentos em inteligência artificial, drones e sistemas de contramedidas, além de aeronaves de próxima geração, incluindo o desenvolvimento contínuo do F-47 — um caça de sexta geração projetado para operar ao lado de sistemas autônomos, com o programa visando um primeiro voo já em 2028.

