A Anthropic, responsável pelo Claude, anunciou na terça-feira (7) a fase beta de seu novo modelo de inteligência artificial, o Claude Mythos. O modelo foi restringido a algumas grandes empresas de tecnologia devido ao seu ‘alto poder’.
Segundo a empresa, a IA é capaz de ‘encontrar brechas de segurança em todos os maiores sistemas operacionais e navegadores quando instruído por usuário a fazer isso’. Essa capacidade gerou preocupações, levando ao lançamento limitado do modelo.
O Claude Mythos é um grande modelo de linguagem (LLM) de propósito geral e, conforme a Anthropic, é o agente de IA mais poderoso até agora para programação e outras tarefas. O modelo pode entender e modificar profundamente softwares complexos, permitindo a identificação de diversas vulnerabilidades em toda a infraestrutura.
As empresas que têm acesso ao Mythos são integrantes do Projeto Glasswing, uma iniciativa da Anthropic que visa proteger softwares importantes na era da IA. Entre as companhias participantes estão Amazon Web Services, Apple, Broadcom, Cisco, CrowdStrike, Google, JPMorgan Chase, Microsoft, Nvidia e Palo Alto Networks.
Essas empresas utilizarão o Mythos como parte de sua rede de segurança, e os aprendizados obtidos com seu uso serão compartilhados com toda a indústria, segundo a Anthropic. O anúncio ocorre após a empresa expressar preocupações sobre o uso de IA em ciberataques, que já estão em andamento.

