O alpinista Jim Whittaker, primeiro americano a alcançar o topo do Monte Everest, morreu aos 97 anos em sua casa em Port Townsend, Washington, conforme confirmou sua família.
Segundo relatos divulgados pela imprensa, o esportista faleceu de causas naturais, associadas à idade avançada. Whittaker fez história em 1º de maio de 1963, quando integrou uma expedição americana que chegou ao topo da montanha dez anos após os pioneiros Edmund Hillary e Tenzing Norgay, que foram os primeiros seres humanos a chegar lá.
Esse feito é considerado um dos mais emblemáticos da história do alpinismo, consolidando o Everest como o maior símbolo do esporte. A escalada teve um forte impacto simbólico durante a Guerra Fria, reforçando a presença dos Estados Unidos em conquistas de grande visibilidade internacional.
O sucesso da missão também contribuiu para popularizar o montanhismo e ampliar o interesse por expedições de alta altitude. A conquista de Whittaker ocorreu em uma época em que o alpinismo de alta montanha ainda operava com recursos limitados e sem os avanços tecnológicos que hoje auxiliam as expedições.
Escalar o Everest, naquela época, exigia lidar com um grau muito maior de incerteza e risco. O feito é frequentemente associado a um espírito aventureiro, onde experiência, resistência física e capacidade de enfrentar o desconhecido eram determinantes.
Ao longo de sua vida, Whittaker também atuou como guia de montanha, empresário e defensor da preservação ambiental. Seu legado vai além do cume do Everest, ajudando a consolidar o alpinismo moderno e permanecendo como referência de coragem, disciplina e exploração em condições extremas.

