As articulações para a segunda vaga ao Senado por São Paulo se intensificam entre os nomes da esquerda. Os ex-ministros Márcio França (PSB) e Marina Silva (Rede) estão à disposição para a disputa.
Márcio França, ex-ministro do Empreendedorismo, já anunciou o suplente de sua candidatura, o ex-prefeito de Barueri, Rubens Furlan (PSB). Em um vídeo publicado nas redes sociais, França afirmou que sua chapa é “a melhor dobrada” para o estado.
Na terça-feira (7), França se reuniu com o ex-ministro e pré-candidato ao governo de São Paulo, Fernando Haddad (PT), e reiterou sua disposição para a disputa. Marina Silva também se manifestou, afirmando que a disputa “será fundamental para o equilíbrio da democracia” em entrevista à CBN.
O presidente da Federação PSOL-Rede, Juliano Medeiros, comentou que a presença de Marina na chapa majoritária “garante equilíbrio na composição entre os partidos” e defendeu que o tema seja tratado “com base no diálogo, na unidade e no respeito”.
Um encontro formal entre Medeiros, a presidente do PSOL, Paula Coradi, e Haddad deve ocorrer nesta semana para discutir a eleição em São Paulo. Marina recebeu convites de partidos como PT, PSOL e PSB para trocar de sigla, mas optou por permanecer na Rede, partido que ajudou a fundar.
A primeira vaga ao Senado deve ser ocupada pela ex-ministra do Planejamento, Simone Tebet, que trocou o MDB pelo PSB. Tebet já foi cogitada como possível vice de Haddad, mas afirmou que não há “nenhuma outra possibilidade” além do Senado.
Se Márcio França for escolhido, as duas vagas ficariam com o PSB. Com a candidatura de Marina, seria possível acomodar mais partidos na chapa. Haddad, em declaração na quarta-feira (8), afirmou que ainda é cedo para uma definição sobre o Senado, mencionando que “ainda tem muita coisa em aberto” e que as conversas para a definição da chapa devem se intensificar nas próximas semanas.
A pré-candidatura de Haddad foi confirmada em 19 de março, em evento em São Bernardo do Campo, e busca fortalecer o palanque do petista em São Paulo. A vice também está indefinida, e Haddad procura um nome com força no interior ou ligado ao agro. Um dos nomes cogitados para a vice é o de Teresa Vendramini, empresária rural e pecuarista.

