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Leitura: Banco Palmas: Primeiro banco comunitário do Brasil com moeda social e ‘Pix interno’
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Economia

Banco Palmas: Primeiro banco comunitário do Brasil com moeda social e ‘Pix interno’

Amanda Rocha
Última atualização: 9 de abril de 2026 05:04
Amanda Rocha
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Tempo: 3 min.
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O Banco Palmas, localizado no Conjunto Palmeiras, em Fortaleza, é considerado o primeiro banco comunitário do Brasil. Criado há 28 anos pela Associação dos Moradores do bairro, o banco surgiu com o objetivo de reduzir a desigualdade social e econômica na região, que possui um Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) de 0,12.

O Conjunto Palmeiras faz parte da Regional 9, que inclui bairros como Cajazeiras, Barroso, Jangurussu, Parque Santa Maria, Ancuri e Pedras, todos com IDH inferior a 0,500. O Banco Palmas se tornou uma referência em inclusão financeira em um dos bairros mais pobres de Fortaleza.

A moeda social do Banco Palmas, chamada de ‘Palmas’, permite que moradores e comerciantes realizem transações dentro da comunidade. Joaquim Melo, diretor do banco, explica que a ideia do projeto começou em 1997, após uma pesquisa que revelou que moradores vendiam suas casas para conseguir dinheiro em situações de emergência.

O banco oferece empréstimos com juros baixos e mecanismos para manter o dinheiro circulando na comunidade. Atualmente, mais de 20 mil pessoas possuem contas digitais no banco, e mais de 3 mil comércios aceitam a moeda social. Em 2025, a circulação da moeda movimentou quase R$ 1 milhão na economia local.

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Os comerciantes que aceitam a moeda social podem usar o saldo para comprar de fornecedores locais ou trocar por reais pelo aplicativo. Cada compra gera uma taxa de 2% para o comerciante, que é menor do que as taxas de operadoras de cartão tradicionais.

““Você vem no banco, cria sua conta, uma espécie de conta corrente, e a partir disso pode usar os serviços do banco, pagar contas, pagar boleto, receber seu salário”, detalha Joaquim.”

Além da moeda social, o Banco Palmas lançou o programa Palmas Solar, que oferece energia solar com desconto na conta de luz para famílias de baixa renda. Os participantes não precisam investir na instalação de placas e podem ter redução de até 70% na conta de energia.

A moradora Elisângela, que participa do programa, relata que sua conta de energia caiu quase pela metade. “A minha conta de energia hoje está vindo R$ 110 no valor total. Estou pagando esse valor de 54,90”, afirma.

““O motivo de sucesso é porque existe uma extraordinária capacidade produtiva nas comunidades, nas periferias”, conclui Joaquim Melo.”

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