O preço do gás de cozinha aumentou em média R$ 10 em São José do Rio Preto, a maior cidade da região noroeste de São Paulo. Atualmente, o valor do botijão de 13 quilos está em média R$ 120, o que pressiona o orçamento das famílias. Em algumas revendedoras, o preço já atinge até R$ 130.
Além disso, os consumidores que optarem pela entrega em domicílio terão que pagar uma taxa extra que pode chegar a R$ 10. O reajuste ocorre em um contexto de aumento de preços de outros itens essenciais, como combustíveis, influenciado pela guerra no Oriente Médio entre Irã, Israel e Estados Unidos.
De acordo com Éder Freitas, presidente da Associação dos Revendedores de Água e Gás, a alta no preço do gás está relacionada ao aumento do preço do petróleo no mercado internacional. O barril de petróleo, que variava entre 75 e 80 dólares, chegou a cerca de 110 dólares no início da semana. Após a perspectiva de um cessar-fogo na região conflagrada, o preço do petróleo caiu abaixo de US$ 100 por barril.
“”Todas as alterações dos preços na distribuição precisam ser repassadas para o consumidor para que as empresas possam manter as portas abertas”, afirmou Freitas.”
Freitas também explicou que a variação de preços entre as revendedoras pode ocorrer devido a fatores como entrega em domicílio e diferenças entre marcas, que oscilam conforme a qualidade do produto. O economista André Yano destacou que mudanças na forma de comercialização do gás de cozinha também afetam o valor final. Os leilões realizados pela Petrobras para aquisição do gás passaram a considerar lances, o que pode elevar os custos para distribuidoras e, consequentemente, para os consumidores.
Yano mencionou que os leilões em áreas de alta demanda registraram ágios que superam 100% em relação aos preços normalmente praticados em contratos de fornecimento, o que pode encarecer o combustível e impactar o consumidor. A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) iniciou uma ação de fiscalização para apurar informações sobre os ágios nos leilões de GLP realizados pela Petrobras.
“”Em momentos normais do mercado, sem a influência da guerra, a venda do gás de cozinha da Petrobrás pelas distribuidoras ocorria de maneira previsível e com preço fixo. Com a guerra, houve expansão do preço do petróleo e a Petrobrás adotou a prática do leilão de gás”, explicou o economista.”
O aumento já afeta diretamente quem depende do gás no dia a dia. Uma confeiteira de Rio Preto, por exemplo, que utiliza cerca de três botijões por mês, pagava R$ 105 por unidade, mas, recentemente, desembolsou R$ 122, representando uma alta de aproximadamente 16%.
Especialistas recomendam algumas medidas para economizar gás, como utilizar panela de pressão, manter as panelas tampadas e reduzir o fogo após o início da fervura. Essas estratégias ajudam a diminuir o uso do gás no preparo dos alimentos.

