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Leitura: Levantamento analisa 56 milhões de postagens e mapeia crise reputacional no STF
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Política

Levantamento analisa 56 milhões de postagens e mapeia crise reputacional no STF

Amanda Rocha
Última atualização: 9 de abril de 2026 07:30
Amanda Rocha
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Tempo: 2 min.
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Um novo levantamento da Ativaweb DataLab, realizado em março de 2026, revela um cenário preocupante para o Supremo Tribunal Federal (STF) nas redes sociais. O estudo coletou mais de 56,2 milhões de menções públicas nas plataformas Facebook, Instagram, X e TikTok, focando em ministros da Corte e no ambiente institucional.

Os dados mostram que 78,6% das menções têm teor negativo, enquanto 11,4% são neutras e cerca de 10% apresentam um posicionamento de defesa institucional. A Ativaweb destaca que esse movimento não é um pico pontual, mas uma tendência estrutural de desgaste no ambiente digital.

A pressão reputacional é impulsionada pela associação entre decisões dos ministros, o comportamento individual dos magistrados e a percepção pública sobre o poder do Supremo. “O que observamos é um fenômeno típico da sociedade hiperconectada: críticas direcionadas a indivíduos acabam sendo transferidas para a instituição como um todo”, afirma a análise.

O estudo também aponta que dois vetores concentram a maior parte das críticas: a rejeição à corrupção e ao autoritarismo. Quando esses elementos são associados a nomes específicos, o impacto se torna institucional. O ambiente digital simplifica a leitura pública, fazendo com que ministros e a instituição sejam percebidos como uma única entidade, aumentando o risco de desgaste reputacional sistêmico.

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O ministro Alexandre de Moraes lidera o volume de citações, seguido por Dias Toffoli e Nunes Marques. O ministro André Mendonça se destaca positivamente, destoando da tendência predominante. O principal desafio, segundo a Ativaweb, não é apenas o volume de menções negativas, mas a qualidade das narrativas que estão sendo amplificadas.

A análise conclui que o STF enfrenta um processo de contaminação reputacional por associação, onde episódios envolvendo ministros impactam a confiança na instituição. O estudo foi realizado com dados públicos e abertos, utilizando APIs oficiais e tecnologias de inteligência artificial, garantindo transparência e possibilidade de auditoria das informações.

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