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Economia

Banco Mundial aponta Brasil como entrave e elogia Argentina em relatório sobre América Latina

Amanda Rocha
Última atualização: 9 de abril de 2026 10:03
Amanda Rocha
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Tempo: 4 min.
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Um relatório do Banco Mundial, divulgado na quarta-feira, 8 de abril de 2026, apresenta um panorama desanimador para a América Latina, destacando um contraste entre Brasil e Argentina.

A região deve registrar uma expansão de apenas 2,1% neste ano, consolidando-se como uma das áreas de crescimento mais lento do mundo. O Brasil, segundo o relatório, enfrenta uma desaceleração, enquanto a Argentina, sob a liderança de Javier Milei, é vista como a principal ‘exceção positiva’ do bloco.

““O principal fator limitante é o investimento, que permanece contido, enquanto as empresas aguardam sinais mais claros sobre o ambiente externo e os arcabouços de políticas internas. A Argentina emergiu como a principal exceção positiva, à medida que a estabilização e as reformas melhoraram as expectativas e as condições financeiras”, diz o documento.”

O Brasil deve enfrentar uma desaceleração ainda maior em 2026, com o relatório apontando condições financeiras apertadas e taxas de juros reais elevadas que dificultam o crédito e o investimento. O Brasil é o único entre as grandes economias regionais a registrar um aumento gradual na inadimplência, refletindo os juros altos sobre os tomadores mais vulneráveis.

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O Banco Mundial alerta que, sem reformas que estimulem o investimento privado, o Brasil continuará preso a um modelo de consumo modesto e espaço fiscal limitado. Mesmo a queda dos juros no início deste ano e os preços favoráveis de commodities não são suficientes para superar os entraves causados por tensões comerciais persistentes e incertezas em políticas.

““Uma melhora mais perceptível deverá ocorrer apenas se as condições monetárias se normalizarem e as pressões globais diminuírem”, afirma o relatório.”

Por outro lado, a Argentina é elogiada por um “ajuste fiscal decisivo” que transformou um déficit significativo em superávits primários e gerais. Desde que assumiu em 2023, o presidente Milei implementou reformas econômicas para conter a inflação e estimular o crescimento.

Os resultados incluem a queda do risco soberano, com o spread do EMBIG reduzido de 2.200 pontos para menos de 600 pontos em março de 2026, e a atração de investimentos estrangeiros em setores estratégicos. A projeção de crescimento acumulado para a Argentina entre 2024 e 2027 é de 12,2%.

““O Banco Mundial projeta um crescimento de 3,6% do PIB argentino neste ano, contra 4,4% em 2025 e um tombo de 1,3% em 2024”, informa o relatório.”

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Em comparação, a estimativa para a economia brasileira é de 2,2% em 2025, contra 2,8% no ano anterior e 3,4% em 2024. O relatório também serve como um alerta para a América Latina, destacando que a região está presa em um “equilíbrio de baixo crescimento” por não ter investido em novas tecnologias e produtividade.

O Banco Mundial enfatiza que é necessário um Estado capaz, instituições sólidas e coragem para ajustes fiscais que ancorem a confiança, algo que atualmente parece estar se distanciando de Brasília, enquanto Buenos Aires avança.

Apesar do otimismo com o ajuste fiscal na Argentina, o Banco Mundial ressalta que o país ainda opera em um equilíbrio frágil, com reservas esgotadas e um setor financeiro interno pequeno para sustentar um crescimento robusto sem apoio externo e continuidade das reformas.

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