O policial militar e influenciador digital Marcionilio Sancho Cambuhy Junior, de 44 anos, conhecido como ‘Sancho Loko’, foi preso em Curitiba durante uma operação do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público do Paraná, na terça-feira (7).
Sancho e outros dois policiais, cujos nomes não foram divulgados, são suspeitos de tortura, fraude processual, lesão corporal e falsidade ideológica. A investigação aponta que os crimes foram cometidos mais de uma vez.
A operação cumpriu quatro mandados, com apoio da Corregedoria-Geral da Polícia Militar do Paraná. Três mandados foram executados em residências dos investigados e um na unidade militar onde atuam, na capital paranaense.
Durante as buscas, foram apreendidos celulares e outros dispositivos de armazenamento eletrônico, que podem auxiliar na apuração dos fatos. Nas casas de dois dos policiais, foram encontradas munições irregulares e dinheiro em espécie. Na unidade da PM, armários sem identificação continham simulacros de arma de fogo, munições irregulares e porções de drogas, como maconha, crack e cocaína.
O advogado Claudio Dalledone, que defende Sancho, afirmou que ele foi preso em flagrante por estar de posse de duas granadas de efeito moral, que, segundo o advogado, não apresentam letalidade. Dalledone também mencionou que foram encontradas munições compatíveis com o calibre das armas utilizadas por Sancho como instrutor de tiro.
A prisão preventiva de Sancho foi decretada pela Justiça, em uma decisão que o advogado considera ‘descabida’. ‘Esse decreto será objeto de um habeas corpus feito pela defesa no Tribunal de Justiça. Em breve teremos aí a liberdade do soldado Sancho’, concluiu.
Sancho passou por audiência de custódia e, nesta quinta-feira (9), permanece preso preventivamente. O portal tenta identificar a defesa dos outros dois policiais.
A Polícia Militar, em nota, informou que prestou apoio à operação e confirmou que a ação apura desvios de conduta supostamente cometidos durante abordagens policiais em Curitiba. ‘Durante as diligências, foram constatadas irregularidades’, diz a nota. A PM também anunciou que será instaurado um procedimento administrativo para apuração dos fatos e reforçou seu compromisso com a legalidade, transparência e responsabilidade.

