Autoridades dos EUA estão se mobilizando rapidamente para negociações de alto risco no Paquistão, apesar dos ataques de Israel ao Líbano que colocam em xeque o frágil cessar-fogo. Fontes relataram que há pouca chance do governo Trump optar por se retirar das negociações.
Na tarde desta quinta-feira (9), o vice-presidente americano JD Vance, que liderará a delegação americana em Islamabad, retornou a Washington após um voo noturno vindo da Hungria. Antes de partir de Budapeste, Vance afirmou que as divergências sobre o Líbano eram um simples “mal-entendido” sobre os termos do cessar-fogo.
““Isso não deveria levar ao fracasso das negociações”, disse Vance.”
Ele também comentou sobre a possibilidade de o Irã se retirar das negociações, afirmando: “isso seria uma tolice, mas seria uma escolha deles”. No entanto, o Irã e mediadores internacionais alertaram que o bombardeio contínuo de Israel pode comprometer esses esforços.
Em um telefonema com o enviado dos EUA, Steve Witkoff, o ministro das Relações Exteriores do Egito alertou que “a agressão israelense ao Líbano mina todos os esforços regionais e internacionais para alcançar” a calma regional, conforme comunicado de seu gabinete.
O Paquistão, que assumiu a liderança na mediação do cessar-fogo, afirma que o Líbano está incluído no acordo e tem trabalhado para amenizar o impasse. Contudo, até esta quinta-feira, não estava claro se a oferta de Israel de “se controlar um pouco” estava em vigor.
As Forças de Defesa de Israel emitiram uma ampla ordem de retirada para vários bairros no sul de Beirute, incluindo áreas que não haviam sido alvos de ataques anteriores. Avisos como esse costumam ser seguidos por ataques israelenses.

