A cadela Aghata, que foi atropelada e jogada em um compactador de lixo em Ponta Grossa, Paraná, resultou na condenação da Prefeitura Municipal e da Ponta Grossa Ambiental (PGA) a indenizar suas tutoras. A decisão foi proferida pelo Tribunal de Justiça do Paraná (TJ-PR) no dia 8 de abril de 2026.
O incidente ocorreu em maio de 2025 e foi registrado por câmeras de segurança. As imagens mostram Aghata andando pela rua, se aproximando de sacos de lixo e sendo atropelada por um caminhão de coleta que estava estacionado para o recolhimento do material. Após o atropelamento, um coletor percebeu o corpo da cadela no chão, segurou-o pelas patas e o arremessou na parte traseira do caminhão.
As tutoras da cadela, que fazia parte da família há cinco anos, solicitaram indenização por danos morais à empresa de coleta e à prefeitura, que é responsável pelo serviço. Ambas foram condenadas a pagar R$ 18 mil a cada uma das tutoras. A Justiça considerou o sofrimento causado pela situação e a responsabilidade pelo ocorrido.
“”O dano moral é evidente e grave, pois além da conduta descrita, a cadela Aghata integrava o núcleo familiar das autoras. A brutalidade do evento, sendo a morte violenta seguida de descarte degradante, ultrapassa em muito o mero dissabor, caracterizando violação ao direito ao luto, à dignidade e à esfera psíquica das autoras, tratando‑se de dano moral puro”, afirmou o juiz Renan Skakun.”
A prefeitura anunciou que irá recorrer da decisão, enquanto a PGA Ambiental declarou que ainda não foi intimada sobre o caso.
O Ministério Público, após indiciar os coletores por maus-tratos, entendeu que não houve dolo na situação, resultando no arquivamento do processo na esfera criminal.

