Um atacante que começou sua vida em um campo de refugiados na África vive uma ascensão meteórica no futebol inglês e se prepara para a Copa do Mundo de 2026 pela Austrália. Mohamed Touré, de 22 anos, nasceu em um campo de refugiados na Guiné, após sua família fugir da guerra civil na Libéria, em 1990.
“Meu pai caminhou por 18 dias para chegar à fronteira com a Guiné e viveu em um campo de refugiados por 14 anos. Foi lá que ele conheceu minha mãe, Mawa, que também é da Libéria. Foi lá também que meu irmão mais velho, Al Hassan, e eu nascemos”, contou o atleta ao The Sun.
Touré passou os primeiros anos de vida em condições precárias até que a família conseguiu recomeçar na Austrália. Foi nesse país que ele começou a jogar futebol e desenvolveu seu talento ao lado dos irmãos, que também são jogadores. Quando adolescente, estreou como profissional e ganhou destaque no futebol australiano, o que abriu portas na Europa.
Após passagens por clubes do continente, o atacante foi contratado pelo Norwich City em 2026, onde teve um desempenho imediato. Logo na estreia como titular, sua performance chamou atenção não apenas pela eficiência, mas pela velocidade com que se adaptou. “Foi um ótimo começo. Nunca imaginei que causaria esse tipo de impacto tão rapidamente. E a equipe tem estado em boa forma. A direção merece todo crédito”, avaliou o craque.
Com gols em sequência e participações decisivas nas primeiras partidas, Touré passou a ser visto como uma das promessas da seleção australiana para a Copa do Mundo, coroando uma trajetória que começou longe dos gramados e atravessou continentes até chegar ao futebol europeu. “Será um momento de orgulho representar um país que deu à minha família um lar e a oportunidade de construir uma vida melhor”, concluiu.

