A delegação do Irã em Islamabad é composta por 71 pessoas, incluindo negociadores, especialistas, representantes da mídia e da segurança, conforme informou a agência estatal de notícias semioficial iraniana Tasnim neste sábado (11).
O presidente do parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, lidera a delegação, que também conta com o ministro das Relações Exteriores, Abbas Araghchi. A reportagem da Tasnim destaca que, dada a complexidade e a alta sensibilidade das negociações entre o Irã e os Estados Unidos, a delegação inclui não apenas os principais negociadores, mas também comitês técnicos e de especialistas para as consultas necessárias.
Representantes dos Estados Unidos e do Irã realizam neste sábado (11) a primeira rodada de negociações após o início do cessar-fogo entre os dois países. As conversas ocorrem em Islamabad, capital do Paquistão, que é um dos principais mediadores do conflito. Segundo a Casa Branca, as discussões acontecerão na manhã deste sábado, no horário local do Paquistão.
Entretanto, há um clima de tensão e incerteza em relação às negociações. O Irã insiste que Israel deve parar com os ataques no Líbano, afirmando que isso faz parte do acordo para a suspensão dos combates. O principal negociador iraniano destacou que há “boa vontade” de Teerã, mas que não confia nos EUA.
Israel e os Estados Unidos, por sua vez, afirmam que o conflito no Líbano não faz parte do acordo. As forças israelenses realizaram os maiores ataques ao Líbano desde o início da guerra nesta semana, resultando na morte de mais de 350 pessoas.
O presidente americano, Donald Trump, acusou o regime iraniano de estar fazendo um “péssimo trabalho” e de não permitir que navios passem pelo Estreito de Ormuz. “Esse não é o acordo que temos!”, afirmou Trump em publicação na Truth Social. O foco das negociações, segundo Trump, será garantir que o Irã não tenha armas nucleares e que o tráfego no Estreito de Ormuz seja retomado.

