Representantes dos Estados Unidos e do Irã realizam neste sábado (11) a primeira rodada de negociações após o início do cessar-fogo entre os dois países. As conversas acontecem em Islamabad, capital do Paquistão, que é um dos principais mediadores do conflito.
Segundo a Casa Branca, as discussões ocorrerão na manhã deste sábado, no horário local do Paquistão, que corresponde à madrugada no horário de Brasília. No entanto, há um clima de tensão e incerteza para as negociações. O Irã insiste que Israel deve parar com os ataques no Líbano, afirmando que isso faz parte do acordo para a suspensão dos combates.
O principal negociador iraniano destacou que há “boa vontade” de Teerã, mas que não confia nos EUA. Em contrapartida, Israel e os Estados Unidos afirmam que o conflito no Líbano não faz parte do acordo. As forças israelenses realizaram os maiores ataques ao país vizinho desde o início da guerra nesta semana, resultando na morte de mais de 350 pessoas.
““Esse não é o acordo que temos!”, afirmou o presidente americano, Donald Trump, em publicação na Truth Social.”
Trump acusou o regime iraniano de estar fazendo um “péssimo trabalho” e não permitir que navios passem pelo Estreito de Ormuz. O foco das negociações, segundo o presidente, será garantir que o Irã não tenha armas nucleares e que o tráfego em Ormuz seja retomado.
O Paquistão se destacou como um dos principais mediadores da guerra entre Estados Unidos e Irã, devido à sua proximidade geográfica e ao impacto do fechamento do Estreito de Ormuz. O primeiro-ministro paquistanês intermediou o atual acordo de cessar-fogo, sendo mencionado por Trump durante o anúncio da suspensão dos ataques na terça-feira (7).
A delegação dos EUA será liderada pelo vice-presidente JD Vance, que contará com a presença do enviado especial Steve Witkoff e do genro de Trump, Jared Kushner. Já o Irã será representado pelo presidente do Parlamento, Mohammad Bagher Ghalibaf, acompanhado pelo ministro das Relações Exteriores, Abbas Araghchi, e outros membros do governo.
Os representantes de EUA e Irã devem ter tanto conversas “indiretas” quanto “diretas”, ou seja, feitas por meio de mediadores e “cara a cara”. É provável que os dois lados cheguem a um acordo sobre a agenda das conversas através de mediadores paquistaneses antes de passarem para discussões diretas.

