Pacientes em Ribeirão Preto (SP) denunciam paralisia facial após procedimentos realizados pela cirurgiã dentista Priscilla Janaína Bovo. Uma mulher, oriunda de Rondônia, relatou que ficou com o rosto paralisado um dia após uma cirurgia para remoção de dois nódulos, realizada em julho de 2025.
No vídeo gravado, a paciente expressou sua revolta:
“”Esse é meu sorriso agora. Como você fez isso comigo, doutora? Você trocou um caroço por uma deficiência. Eu confiei em você como confiava em Deus, entreguei a minha face, e você me deixa assim. Imagine se fosse em você, se fosse em uma filha sua. O que eu fiz para você fazer isso comigo?””
Após o procedimento, a mulher passou por duas cirurgias de reconstrução facial, mas afirmou que seu rosto não voltará a ser como antes. Ela fez um alerta:
“”Não tem como devolver meu sorriso. Não tem como ficar igual. Meu objetivo é que outras pessoas não fiquem desinformadas e caiam nessa história, nessa propaganda.””
Outro paciente, Evandro Sabatski, registrou um boletim de ocorrência após complicações infecciosas graves decorrentes de um procedimento realizado no mesmo hospital em 26 de novembro de 2025. Ele foi submetido a uma cirurgia de emergência em outro hospital, onde foi constatado que uma bichectomia foi realizada sem seu consentimento.
Evandro descreveu sua experiência:
“”Meu rosto era simétrico, ainda é simétrico. Eu tinha um preenchedor no meu rosto que deixava uma parte diferente da outra. Toda essa parte do rosto entrou em colapso e eu não conseguia falar, parecia o Coringa do Batman. Fiquei com dois rasgos, parecia que eu tinha tido um derrame.””
A dentista Priscilla Bovo, formada em 1997 e registrada nos conselhos de odontologia, recebeu as denúncias com surpresa. Seu advogado, Tiago Retes, afirmou que ela nunca havia enfrentado processos ou reclamações anteriores.
A Secretaria de Segurança Pública (SSP) informou que o caso da paciente de Rondônia está sendo investigado pela Polícia Civil. Outros dois casos aguardam representação criminal para que as investigações sejam iniciadas. O Ministério Público requisitou a instauração de inquérito para apurar as denúncias.
O Hospital São Lucas, onde os procedimentos foram realizados, afirmou que está apurando internamente os casos e que segue rigorosamente os protocolos de segurança. O Conselho Regional de Odontologia de São Paulo (CROSP) também está ciente das denúncias e afirmou que todas as manifestações são apuradas com rigor.

