Simone Tebet, terceira colocada na última eleição presidencial pelo MDB, com 4% dos 118 milhões de votos válidos, analisa a entrada de Ronaldo Caiado, do PSD, na disputa nacional de 2026.
A ex-ministra do Planejamento e Orçamento, agora no PSB, critica a estratégia da chamada ‘terceira via’, que o PSD pretendia representar. ‘Cometeu o mesmo erro de 2022: colocou, num primeiro momento, três pré-candidatos e demorou muito para escolher’, afirmou.
Tebet comparou a situação atual com a do MDB em 2022, que escolheu seu candidato em maio, enquanto deveria ter feito isso em novembro. ‘As peças do tabuleiro de xadrez já estavam se movimentando’, destacou.
Ela reconhece o cansaço do eleitorado com a polarização entre lulismo e bolsonarismo, que tem sido a marca das disputas presidenciais desde 2018. ‘Metade da população não se identifica nem como de esquerda nem como de direita’, observou.
A ex-ministra também apontou que a visão ideológica de Caiado é próxima à de Flávio Bolsonaro, o que limita seu potencial de crescimento entre os eleitores de esquerda. ‘Caiado vai precisar abocanhar votos da direita’, disse.
Tebet acredita que a candidatura de Caiado pode enfraquecer a de Flávio Bolsonaro no primeiro turno, o que seria benéfico para Lula. ‘Foi o melhor dos mundos para o presidente Lula que o candidato do PSD fosse realmente o Caiado’, ressaltou.
Ela finalizou afirmando que a eleição dependerá de quantos votos Caiado conseguirá de eleitores que não querem nem Lula nem Bolsonaro, mas que, em um segundo turno, podem se recusar a votar em alguém considerado extremado.
““No segundo turno, vamos em cima desse eleitor”, garantiu Tebet.”

