Diversos navios da Marinha dos Estados Unidos cruzaram o Estreito de Ormuz no sábado, 11 de abril de 2026, segundo uma autoridade americana ao portal Axios. Este movimento marca a primeira vez que embarcações de guerra dos EUA navegam pela passagem marítima desde o início do conflito e ocorre durante reuniões entre autoridades americanas e iranianas em Islamabad, Paquistão, para discutir a frágil trégua acordada nesta semana.
O presidente americano, Donald Trump, publicou em suas redes sociais que os EUA estão “desobstruindo o Estreito de Ormuz”. Ele não especificou quais ações estão sendo tomadas. “Estamos iniciando o processo de desobstrução do Estreito de Ormuz como um favor a países de todo o mundo, incluindo China, Japão, Coreia do Sul, França, Alemanha e muitos outros. Incrivelmente, eles não têm a coragem ou a vontade de fazer esse trabalho por conta própria”, afirmou Trump em sua rede social Truth Social.
Em resposta à movimentação, a TV estatal iraniana relatou que um navio militar dos EUA recebeu um alerta de que seria atacado em até 30 minutos caso cruzasse o Estreito. Pouco depois, a emissora informou que o navio retornou após receber o aviso, citando um militar de alto escalão.
A hidrovia, que foi aberta por algumas horas na quarta-feira após o anúncio da trégua entre os países, foi fechada pelo Irã após a continuação dos ataques de Israel contra o Líbano, onde combate a milícia pró-iraniana Hezbollah. O Paquistão, que mediou as negociações para o cessar-fogo, afirmou que o território libanês está incluído no acordo, algo que Tel Aviv e Washington negaram.
A posição do Paquistão gerou a fúria de autoridades iranianas, que acusaram Washington de não cumprir sua parte no acordo, uma vez que o Líbano estaria incluído no plano de paz de 10 pontos. O vice-presidente dos EUA, J.D. Vance, classificou a situação como um “mal-entendido”. Este tema promete ser um dos principais pontos de atrito nas conversas deste sábado, que reúnem representantes americanos, liderados por J.D. Vance, e iranianos, chefiados pelo chanceler Abbas Araghchi, em Islamabad.

