A administração do presidente Donald Trump anunciou a ampliação da fiscalização contra redes que, segundo o governo, orientam mulheres grávidas a mentir em pedidos de visto para garantir cidadania americana a bebês nascidos nos Estados Unidos.
As informações foram divulgadas pela Reuters. Um e-mail interno enviado na quinta-feira, 9, pelo Immigration and Customs Enforcement (ICE), determinou que agentes priorizem uma nova “Iniciativa de Turismo de Nascimento”, focando na identificação e exposição de fraudes.
No documento, a divisão de investigações do ICE afirma que a medida busca “proteger a integridade dos sistemas de imigração” e combater esquemas associados ao turismo de nascimento. A orientação inclui desarticular redes organizadas envolvidas em fraudes e crimes financeiros relacionados ao tema.
Desde que assumiu o cargo, em janeiro de 2025, Trump tem adotado uma agenda mais rígida para restringir a imigração legal e ilegal. A prática do turismo de nascimento é citada pela gestão como justificativa para rever a concessão automática de cidadania a crianças nascidas em território americano.
A porta-voz da Casa Branca, Anna Kelly, afirmou que o fenômeno representa custo elevado aos contribuintes e risco à segurança nacional. O Department of Homeland Security (DHS) não comentou sobre as investigações em andamento.
Embora não exista uma lei que proíba explicitamente o turismo de nascimento nos EUA, uma regra federal adotada em 2020, durante o primeiro mandato de Trump, veta o uso de vistos de turismo ou negócios quando o objetivo principal é obter cidadania para o recém-nascido. Participantes desses esquemas podem responder por fraude e outros crimes.


