O Serviço de Atendimento Médico de Urgência (Samu) de Sorocaba, em São Paulo, opera desde quinta-feira, 9 de abril, sem rádios nas ambulâncias. Todos os veículos e a central de regulação estão sem comunicação simultânea em tempo real.
A Prefeitura de Sorocaba afirmou que o atendimento não está sendo afetado, mas relatos de profissionais do serviço indicam que a situação gera estresse entre as equipes e pode ocasionar demora nas decisões logísticas, prejudicando o atendimento aos usuários.
Funcionários da prefeitura informaram que tanto as viaturas quanto a central de regulação enfrentam problemas devido à falta do sistema. Sem os rádios, a central de regulação está utilizando celulares pessoais para se comunicar com as equipes, o que não é ideal.
Um servidor explicou que, em situações de emergência, a enfermeira na viatura precisa desligar o celular para falar com outro interlocutor, o que a deixa sem contato com a equipe em campo durante esse intervalo. Além disso, a identificação do local da ocorrência se torna mais difícil, pois a equipe precisa ligar para informar a situação, enquanto pelo rádio isso ocorreria em tempo real.
A falta de comunicação via rádio também compromete os chamados, já que nem todas as unidades estão acompanhando os acionamentos. A mensagem exibida nos rádios das unidades é de “out of range”, indicando que estão fora do alcance.
A Secretaria da Saúde (SES) informou que o serviço está sendo realizado normalmente, sem prejudicar o atendimento, pois o contato entre os operadores do Samu e os profissionais das ambulâncias está sendo feito com celulares corporativos. A SES também afirmou que a empresa terceirizada foi acionada para restabelecer o sistema o mais breve possível, e que o problema ocorreu devido à queda de uma antena do Samu localizada na sede do Corpo de Bombeiros do Éden.

