O governador de Goiás, Daniel Vilela, tomou posse no último dia 31 de março e completou 10 dias de gestão na última sexta-feira. Ele é filho de Maguito Vilela e assumiu o Palácio das Esmeraldas com a intenção de dar continuidade às políticas do ex-governador Ronaldo Caiado, que deixou o cargo com quase 90% de aprovação.
Apesar de seguir a linha de governo de Caiado, Daniel Vilela expressou o desejo de deixar sua própria marca. Ele já acumulou experiência no Executivo como vice-governador e foi deixado à frente de projetos importantes para o Estado, com o intuito de imprimir sua identidade.
Entre os projetos prioritários está a criação da Goiás Tecnologia, que está em fase final de elaboração na Casa Civil, sob a liderança de Bruno Belém. A proposta será enviada à Assembleia Legislativa de Goiás (Alego) para votação na próxima semana. A nova empresa será formada pela incorporação reversa da Goiás Telecom pela Planalto Solar Park, um ativo da CelgPar em liquidação.
A Goiás Tecnologia terá como objetivo apoiar a transformação digital do Estado. João Grego, escolhido para dirigir a empresa, afirmou que a intenção é ser um indutor da economia, otimizando o uso de tecnologias existentes nas secretarias e buscando novas soluções. Ele destacou a importância de integrar as diversas estruturas de TI do Estado para criar uma base de dados unificada.
Além disso, o governo planeja expandir o uso de tecnologia na segurança pública, com a instalação de mais de 5 mil câmeras de videomonitoramento com inteligência artificial até abril, visando um total de 22 mil dispositivos em Goiás.
Os investimentos em terras raras, iniciados durante a gestão de Caiado, também continuarão. Um convênio com a Universidade Federal de Goiás prevê R$ 28 milhões para a criação do Centro de Ciências e Tecnologia Mineral, que será instalado na Faculdade de Ciências e Tecnologia em Aparecida de Goiânia. O projeto visa fortalecer as cadeias produtivas de base mineral no Estado.
Outra iniciativa é o Pequi Digital, um banco digital que busca inserir Goiás no mercado de serviços financeiros digitais e melhorar a gestão de recursos públicos com tecnologia. O projeto é conduzido pela Agência de Fomento de Goiás.

