Produtores de maracujá no interior de São Paulo enfrentam desafios com a queda nos preços e as condições climáticas. Em Gália, José Roberto Martineli cultiva três hectares com 2,5 mil pés da fruta. Ele constatou que o preço da caixa de aproximadamente 20 quilos caiu para R$ 40, bem abaixo dos R$ 100 do final do ano passado.
Além da queda nos preços, o clima também tem prejudicado a produção. As temperaturas mais baixas em 2025 afetaram a formação da fruta. Apesar das dificuldades, Martineli desenvolveu um método próprio para aumentar a florada e a produção, com foco na melhor época de vendas em dezembro. Ele explica: “No método que eu adquiri no maracujá, são cinco brotos que você deixa para ele acompanhar na parreira. Ele aumenta as guias, quanto mais guia, mais maracujás você terá lá em dezembro”.
Em Alvinlândia, a família de Viviane Pinheiro da Cruz Pereira cultiva 830 pés de maracujá em um hectare. Eles realizam a polinização manual e esperam colher mais do que no ano anterior. Donizete Pereira, produtor da família, projeta: “Para 2026 a gente espera colher um pouquinho mais. Como essa roça aqui é 830 pés, a gente espera colher três caixas por pé”, o que representa uma colheita estimada em cerca de 35 mil quilos.
A dedicação desses produtores é fundamental para o sustento de suas famílias e a continuidade da cultura agrícola. Donizete enfatiza: “Se vai plantar um maracujá, como a gente fala, não pode ter preguiça. É sábado, domingo, você tem que estar ali”.


