A decisão de Jair Bolsonaro de lançar seu filho Carlos Bolsonaro ao Senado por Santa Catarina gerou uma nova tensão no campo da direita e provocou reações negativas entre os eleitores de um dos principais redutos conservadores do Brasil.
A avaliação é do colunista José Casado, que analisou a situação em um programa. Segundo ele, essa movimentação pode embaralhar o cenário eleitoral local e afetar a coesão do eleitorado bolsonarista às vésperas da disputa nacional.
Santa Catarina é historicamente favorável ao bolsonarismo, com um eleitorado majoritariamente conservador e vitórias expressivas de Bolsonaro nas últimas eleições presidenciais. No entanto, esse capital político não garante adesão automática a novos movimentos.
A análise aponta que a motivação por trás da candidatura de Carlos é familiar. A decisão de transferir Carlos do Rio de Janeiro para Santa Catarina, após décadas como vereador, reflete uma tentativa de manter influência política no Congresso, mesmo com Bolsonaro fora da disputa.
Os eleitores reagiram com resistência significativa. Cerca de metade do eleitorado catarinense vê a iniciativa como oportunista, enquanto outros a consideram “eticamente questionável”.
A entrada de Carlos na corrida ao Senado pode enfraquecer a direita, criando disputas internas em um campo político que operava com relativa coesão no estado. Isso pode afetar a eleição nacional, gerando ruídos em um reduto importante.
Para José Casado, a decisão de Bolsonaro mostra que o ex-presidente busca garantir posições institucionais para aliados próximos, mesmo que isso implique desgaste político e conflitos internos. O saldo político atual é de incerteza, com a situação em Santa Catarina se transformando em uma grande confusão eleitoral para a direita a seis meses das eleições.

