O Senado está em meio a discussões sobre o impeachment do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), após declarações do presidente Lula sobre a necessidade de Moraes “salvar” sua biografia. Lula também comentou que o desgaste da Corte será utilizado na campanha eleitoral.
Com a polarização política crescente, pelo menos 50 pré-candidatos a senador pretendem incluir a destituição de Moraes como parte de suas plataformas para as eleições de outubro. Em 2005, o Senado já havia rejeitado a indicação de Moraes para o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) por 39 votos a 16, em um contexto de tensão política.
Na época, a oposição havia protocolado a criação da CPI dos Correios, que investigou o escândalo do mensalão. A rejeição de Moraes foi vista como uma resposta a essa manobra. Ele havia sido filiado ao PFL, que se tornou o Democratas e, posteriormente, se fundiu ao União Brasil.
Recentemente, o Senado aprovou novamente a indicação de Moraes, que recebeu 48 votos a favor e sete contra. Agora, com o cenário eleitoral se aproximando, candidatos do PL, partido de Bolsonaro, estão se preparando para apoiar um processo de impeachment contra o ministro, caso sejam eleitos.
A deputada Bia Kicis (PL-DF) afirmou: “Aprovaremos dois, três, quantos impeachments precisarem, até eles entenderem que são ministros do Supremo, não donos do Brasil”. Outros pré-candidatos, como Marcel van Hatten (Novo-RS) e Carlos Bolsonaro (PL-SC), também pretendem usar o desgaste do STF como parte de suas campanhas.

