O STJ decidirá nesta terça-feira, 13 de abril de 2026, sobre a abertura de um processo disciplinar contra o ministro Marco Buzzi, que está sendo investigado por denúncias de assédio sexual.
A sindicância interna do tribunal recomendou a abertura do processo, o que pode resultar no afastamento definitivo do magistrado do cargo. Interlocutores afirmam que as revelações sobre as denúncias de uma das vítimas levarão o STJ a votar de forma unânime pela abertura do processo disciplinar.
Na semana passada, Buzzi foi ouvido pela comissão do STJ, onde se defendeu, mas evitou atacar as mulheres que o denunciaram. Uma das denúncias foi feita por uma ex-funcionária de seu gabinete, enquanto a outra partiu da filha de um casal de amigos dele, de 18 anos.
O magistrado foi afastado das atividades em 10 de fevereiro após uma reunião a portas fechadas entre os integrantes da Corte. Em paralelo, ele solicitou o afastamento por 90 dias.
Buzzi enviou uma carta aos colegas da Corte, na qual alegou que provaria sua inocência e pediu desculpas pelo desgaste causado ao tribunal. Ele afirmou:
““De consciência tranquila, mas alma muitíssimo agitada, ante a prematura divulgação de informações, agradeço aqueles que me franquearam o benefício da dúvida. Confio que, por meio de apuração técnica e imparcial, os fatos serão plenamente esclarecidos.””
O ministro também expressou seu lamento pelo sofrimento e desgaste que a situação trouxe à Corte:
““Sem ainda compreender as razões das imputações feitas, lamento todo esse grande sofrimento e também desgaste da nossa Corte, revelando que estou submetido a dor, angústia e exposição que ninguém desejaria vivenciar.””

