O algodão brasileiro apresentou um aumento significativo de qualidade na safra 2024/25, conforme levantamento da Abrapa (Associação Brasileira dos Produtores de Algodão).
A pluma brasileira se destacou por sua uniformidade e qualidade em toda a produção. Esse avanço é atribuído à implementação de tecnologia, aprimoramento genético e padronização dos processos de beneficiamento e classificação dos fios.
Nos últimos 10 anos, empresas do setor têm se adaptado a novos critérios de uniformidade de produção e análise de dados, investindo na produção de algodão. Como resultado, praticamente toda a produção de algodão no país, cerca de 4,25 milhões de toneladas, passou pelo sistema de análise HVI (do inglês High Volume Instrument), que mede a qualidade da safra.
Deninson Lima, gerente de qualidade da Abrapa, destacou que esse salto na qualidade reflete maior transparência e confiabilidade na produção e na relação com compradores internacionais.
““Quando todos os fardos apresentam o mesmo padrão elevado de qualidade, a relação de confiança com os compradores se fortalece e o preço da pluma tende a melhorar, tanto no comércio interno quanto no internacional”, afirmou.”
A análise revelou que o algodão brasileiro obteve desempenho considerado “ótimo ou excelente” em critérios como resistência, comprimento, micronaire, uniformidade, brilho e coloração. O destaque na categoria resistência demonstrou o melhor desempenho da série histórica.
Lima explicou:
““Nós temos uma excelente finura de fibra, um excelente comprimento, resistência e uniformidade também. Em termos de qualidade intrínseca, a gente não perde para nenhum outro país, principalmente os nossos concorrentes diretos, como Austrália e Estados Unidos.””
Em 2025, o setor alcançou recorde de exportações, consolidando-se como o maior vendedor de algodão do mundo. Para o ciclo 2025/26, a expectativa da Abrapa é manter o padrão de produção e qualidade, além de aumentar as vendas para o exterior.


