No dia 14 de abril de 2026, o governo da Espanha aprovou a regularização em massa de meio milhão de imigrantes sem documentos, contrariando a tendência de outros países europeus e dos Estados Unidos.
O primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, anunciou a medida em uma mensagem no X (ex-Twitter), destacando que o Conselho de Ministros aprovaria o Real Decreto que inicia o processo de regularização extraordinária. A medida não requer aprovação parlamentar.
Sánchez justificou a regularização como um ato de normalização, afirmando que é necessário reconhecer a realidade de pessoas que já fazem parte da vida cotidiana na Espanha. “Que aqueles que já fazem parte da nossa vida cotidiana o façam em igualdade de condições, contribuindo para a sustentação do nosso país e do nosso modelo de convivência”, declarou.
O primeiro-ministro ressaltou que a medida conta com o apoio da Igreja, sindicatos, empresários e da sociedade civil, que buscam melhorar a vida dos vizinhos e tornar a Espanha um país melhor.
Por outro lado, Alberto Núñez Feijóo, líder do Partido Popular, criticou a ação, afirmando que a Espanha estaria exportando um problema migratório para a Europa. Ele argumentou que a solução não é o descontrole migratório.
O líder do partido de extrema direita Vox, Santiago Abascal, também se opôs à medida, classificando-a como uma das “políticas suicidas de Sánchez” e prometeu revertê-la.
A regularização foi anunciada após uma reforma das regras de imigração em novembro de 2024, que visa regularizar 300 mil pessoas ao ano até 2027, em resposta à crise demográfica e à queda de 25,6% no número de nascimentos nos últimos doze anos.
Em 1º de janeiro de 2025, a Espanha tinha quase 840 mil imigrantes em situação irregular, a maioria da América Latina, segundo o centro de pesquisa econômica e social Funcas. A ministra das Migrações, Elma Saiz, informou que a regularização começará nesta semana e será concluída em 30 de junho, com o trâmite digital iniciando no dia 16 e atendimentos presenciais a partir do dia 20.



