O ministro britânico para a América Latina, Chris Elmore, afirmou que a nova parceria estratégica entre o Reino Unido e o Brasil prioriza a redução de barreiras comerciais. A declaração foi feita durante uma entrevista na embaixada britânica em Brasília, na última segunda-feira (13).
Elmore destacou que, apesar das negociações para um acordo de livre comércio com o Mercosul ainda estarem distantes, o foco permanece na redução de barreiras comerciais e na colaboração em ciência e tecnologia. ‘Tudo permanece sobre a mesa em termos de onde poderíamos chegar com um arranjo de livre comércio com o Mercosul’, disse.
Recentemente, Brasil e Reino Unido elevaram sua relação bilateral a uma parceria estratégica, com o objetivo de alcançar metas mais ambiciosas até 2030. Os britânicos são um dos principais investidores no Brasil, com um estoque de investimentos de US$ 35,8 bilhões em 2024, enquanto os investimentos diretos brasileiros no Reino Unido totalizaram US$ 6,9 bilhões.
A parceria será estruturada em cinco pilares: Diálogo Político e Cooperação Internacional; Comércio e Investimento; Segurança e Defesa; Transição Justa e Desenvolvimento Sustentável; Conexões Interpessoais. Elmore enfatizou que a nova relação deve impactar positivamente a criação de empregos e a sustentabilidade entre os dois países.
Sobre a exploração de minerais críticos, o ministro afirmou que o Reino Unido busca garantir uma transição verde sustentável, utilizando expertise de cientistas britânicos. ‘É um processo de parceria entre nossos dois governos’, afirmou Elmore.
Ele também comentou sobre as barreiras comerciais existentes, mencionando a necessidade de um arranjo compartilhado de certificação e a importância de criar condições comerciais melhores. ‘Vejo muitas oportunidades, particularmente no setor de serviços financeiros e em ciência e tecnologia’, disse.
Elmore expressou otimismo quanto a um futuro acordo de livre comércio com o Mercosul, ressaltando que a parceria estratégica é um passo importante para facilitar o comércio entre os países. ‘Não se trata apenas de um FTA, mas de um trabalho mais amplo’, concluiu.

