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Leitura: Após 4 sessões de imunoterapia, paciente com melanoma raro tem regressão ampla das metástases
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Saúde

Após 4 sessões de imunoterapia, paciente com melanoma raro tem regressão ampla das metástases

Amanda Rocha
Última atualização: 15 de abril de 2026 05:04
Amanda Rocha
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Tempo: 2 min.
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Rodrigo Bulso, um educador físico de 33 anos, teve uma regressão importante das metástases de um melanoma raro após quatro sessões de imunoterapia. O caso foi inicialmente revelado em março, quando Bulso começou a sentir dores nas costas, que resultaram em um diagnóstico de câncer metastático agressivo.

Os exames iniciais mostraram um quadro grave, com tumores espalhados por diferentes órgãos. No entanto, novos exames realizados em abril indicaram uma melhora significativa. Lesões desapareceram completamente em locais como pulmões e intestino, e houve redução nas lesões do fígado, ossos e linfonodos.

“Ela disse que só tinha boas notícias e que a melhora foi maior do que imaginava”, relatou Rodrigo sobre a reação da equipe médica. O diagnóstico revelou um melanoma amelanótico, que não produz melanina, dificultando o reconhecimento precoce da doença.

O tratamento com imunoterapia foi iniciado imediatamente, estimulando o sistema imunológico a atacar as células tumorais. O primeiro PET-CT, realizado em janeiro, indicou alta atividade tumoral em múltiplos órgãos. O exame mais recente mostrou desaparecimento completo dos nódulos pulmonares e resolução das lesões intestinais.

Além disso, a ressonância magnética revelou redução nas dimensões de todas as lesões metastáticas no cérebro, com diminuição do edema ao redor dos tumores. O melanoma é um dos tumores que mais se beneficiam da imunoterapia devido ao grande número de mutações que facilitam o reconhecimento das células tumorais pelo sistema imunológico.

Rodrigo voltou à academia e recuperou peso, sentindo-se “como se não tivesse nada”. Ele recebeu a combinação de nivolumabe e ipilimumabe, e agora o tratamento continuará apenas com nivolumabe, em doses maiores e com intervalos mais longos entre as aplicações.

Apesar dos avanços, o acesso à imunoterapia no Sistema Único de Saúde (SUS) é limitado, sendo indicado principalmente para casos de melanoma cutâneo avançado. A oferta depende de fatores como disponibilidade local e financiamento, e muitos pacientes recorrem à Justiça ou à rede privada para conseguir acesso ao tratamento.

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