O Governo do Estado de São Paulo, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Social (SEDS), anunciou a expansão do programa SuperAção SP na Baixada Santista. O programa visa combater a pobreza e promover a autonomia de famílias em situação de vulnerabilidade.
Iniciado no ano passado em oito municípios-piloto, o SuperAção SP agora se expande para 48 cidades. Após duas formações, com 213 e 216 profissionais, o programa conta atualmente com 447 agentes e 42 supervisores, dos quais 247 agentes e 29 supervisores já estão em atuação.
Em São Vicente, na Baixada Santista, uma nova onda de atendimentos começa em abril, com uma equipe de 15 profissionais. A estimativa é atender 2.042 famílias durante a execução do programa na cidade.
““Cada profissional capacitado é um elo essencial entre o Estado e as famílias que mais precisam, levando informação, apoio e oportunidades reais”, afirmou a secretária de Desenvolvimento Social do Estado de São Paulo, Andrezza Rosalém.”
Os agentes do SuperAção SP realizam visitas domiciliares às famílias inscritas no Cadastro Único (CadÚnico), com renda familiar per capita inferior a meio salário-mínimo. O acompanhamento é contínuo e pode ocorrer semanal, quinzenal ou mensalmente, conforme a necessidade de cada família.
O SuperAção SP integra políticas públicas de diferentes áreas, oferecendo um atendimento completo às famílias em situação de vulnerabilidade social. O programa é voltado para famílias residentes no estado, inscritas no CadÚnico e com renda familiar por pessoa inferior a meio salário-mínimo nacional.
Os agentes também conectam as famílias a políticas públicas às quais já têm direito, mas que frequentemente não acessam por falta de informação. O acompanhamento pode durar até dois anos, com monitoramento adicional para avaliação dos avanços.
O programa atua por meio de duas trilhas de apoio: a Trilha de Proteção Social, que oferece acompanhamento prioritário e auxílio mensal, e a Trilha de Superação da Pobreza, que foca na capacitação e inclusão no mercado de trabalho.
O atendimento é estruturado em três módulos: Proteger, Desenvolver e Incluir, que visam acesso a políticas públicas, educação e qualificação profissional, e inserção no mercado de trabalho. Os agentes visitam as famílias para realizar um diagnóstico e construir o Plano de Desenvolvimento Familiar (PDF), que organiza metas e oportunidades de acordo com o perfil de cada família.
O acompanhamento tem duração de dois anos, seguido de seis meses de monitoramento, com auxílios que podem ultrapassar R$ 10 mil. O programa prevê beneficiar 105 mil famílias até 2027, com investimento superior a R$ 1,5 bilhão.


