O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou em entrevista à Fox Business Network que solicitou ao presidente da China, Xi Jinping, que não fornecesse armas ao Irã durante a guerra no Oriente Médio. A entrevista foi gravada na terça-feira e exibida na manhã de quarta, 15 de abril de 2026.
Trump afirmou que, após seu pedido, Xi respondeu que não estava abastecendo Teerã. Ele disse: “Eu tinha ouvido que a China estava fornecendo armas para, quero dizer — você vê isso em todas as partes —, ao Irã”.
““E eu escrevi uma carta para ele pedindo que não fizesse isso, e ele me escreveu uma carta dizendo, basicamente, que não está fazendo”, afirmou Trump.”
O presidente americano também comentou que o conflito no Oriente Médio acabará “muito em breve”, mas não especificou prazos. “Vamos ver o que acontece, acho que eles querem muito fazer um acordo”, completou.
Na semana anterior, a emissora CNN noticiou que agências da Inteligência dos Estados Unidos indicaram que a China estava se preparando para entregar novos sistemas de defesa aérea ao Irã nas próximas semanas. Essa medida é considerada provocativa por Washington, uma vez que Pequim ajudou a intermediar uma trégua entre Irã e EUA.
Duas fontes ouvidas pela CNN relataram que há indícios de que a China estaria tentando desviar as remessas por meio de outros países para ocultar a verdadeira origem dos armamentos. Os armamentos em questão seriam sistemas de mísseis antiaéreos portáteis, conhecidos como MANPADS.
Um porta-voz da Embaixada da China em Washington negou as acusações, afirmando que Pequim “nunca forneceu armas a nenhuma das partes envolvidas no conflito; a informação em questão é falsa”.
Além disso, Trump anunciou a aplicação de tarifas de 50% a países que fornecerem armas ao Irã, em meio a relatos de que a Rússia estaria vendendo armamentos à nação aliada no Oriente Médio, especialmente drones utilizados na guerra contra a Ucrânia.
A China e o Irã têm um histórico de comércio de armas, com os chineses sendo um dos principais fornecedores para o regime iraniano na década de 80, mas diminuindo as transferências nos anos 90 devido à pressão internacional.

