Os Estados Unidos enviarão 10.200 soldados adicionais ao Oriente Médio, conforme informou o jornal americano The Washington Post nesta quarta-feira, 15 de abril de 2026. A mobilização ocorre em meio a um impasse nas negociações com o Irã sobre um fim definitivo do conflito.
A decisão do Departamento de Defesa é vista como uma ferramenta para aumentar a pressão sobre Teerã. Washington determinou o deslocamento do Grupo Anfíbio de Prontidão Boxer e do porta-aviões USS George H.W. Bush, acompanhados dos navios de guerra que os escoltam, com destino ao Golfo Pérsico.
Com essa movimentação, cerca de 10.200 soldados chegarão à região, onde se juntarão aos 50 mil militares já envolvidos na guerra entre Irã e Estados Unidos. As estimativas indicam que os reforços devem chegar ao Oriente Médio no dia 22 de abril, data final do cessar-fogo temporário firmado para o início das negociações.
Esse movimento proporcionará aos militares do alto escalão americano um número maior de opções caso as tratativas fracassem. O almirante aposentado James Foggo, reitor do Centro de Estratégia Marítima no norte da Virgínia, afirmou:
““Quando mais ferramentas você tiver, mais opções terá.””
Foggo também destacou que a mobilização entrega “uma capacidade de reserva, caso as coisas piorem”. Após o fracasso inicial das tratativas em Islamabad, no Paquistão, durante o final de semana, Washington e Teerã têm trabalhado por uma nova rodada de conversas.
No entanto, ainda existem pontos de divergência, especialmente em relação ao programa nuclear iraniano e ao controle da República Islâmica sobre o Estreito de Ormuz, rota por onde passa 20% do petróleo mundial, que está fechada para navios não alinhados ao Irã desde o início do conflito.
Em meio ao impasse, o presidente americano, Donald Trump, acionou a Marinha americana para fazer Teerã pagar na mesma moeda, bloqueando o acesso à passagem para embarcações iranianas, bem como para barcos de qualquer nacionalidade que passem pelos portos da nação persa. Mais de uma dúzia de navios de guerra está posicionada no Golfo de Omã e no Mar Arábico para garantir a efetividade do bloqueio, com possibilidade de reforços em breve.

