Na manhã desta quarta-feira (15), um grupo de sócios e conselheiros do Corinthians protocolou o primeiro pedido de impeachment contra o presidente Osmar Stabile. O documento solicita a instauração imediata do processo e o afastamento cautelar do dirigente.
O requerimento aponta supostas violações ao Estatuto Social do clube e à legislação vigente, relacionadas à gestão administrativa e financeira. O principal fundamento do pedido envolve um acordo firmado entre o Corinthians e a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) para equacionamento de uma dívida estimada em R$ 1,2 bilhão.
Segundo o documento, o Parque São Jorge foi utilizado como garantia no acordo com a PGFN, com o conjunto de imóveis estimado em R$ 602,2 milhões. O pedido de impeachment é liderado por Antonio Roque Cittadini, ex-vice-presidente do clube e candidato derrotado na eleição que levou Osmar Stabile à presidência, em agosto do ano passado.
O requerimento também menciona a falta de transparência da atual gestão, destacando que algumas solicitações feitas por associados e conselheiros não foram respondidas pela diretoria. Além disso, o documento levanta a questão da admissão pública de Osmar Stabile sobre a existência de supostos funcionários fantasmas.
Os responsáveis pela solicitação pedem não apenas a abertura do processo de impeachment, mas também o afastamento preventivo de Osmar Stabile durante a investigação. O pedido foi encaminhado a Leonardo Pantaleão, atual presidente em exercício do Conselho Deliberativo, que será responsável por analisar o caso e adotar as medidas cabíveis conforme o estatuto do clube.

