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Internacional

Israel avalia cessar-fogo no Líbano; Netanyahu diz ser cedo para desfecho

Amanda Rocha
Última atualização: 15 de abril de 2026 16:43
Amanda Rocha
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Tempo: 4 min.
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O gabinete de segurança de Israel se reunirá na noite desta quarta-feira, 15, para discutir um possível cessar-fogo no Líbano, conforme informou uma autoridade do governo israelense ao Canal 12. A fonte declarou: “Nossa avaliação é que, dentro de alguns dias, não teremos escolha a não ser um cessar-fogo completo no Líbano”.

No entanto, a TV israelense destacou que alguns ministros estão pressionando para retomar os ataques em Beirute e além do rio Litani. O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou que é “muito cedo para dizer como essa questão vai terminar”. Ele enfatizou que o principal objetivo das negociações com o Líbano é garantir o “desmantelamento” do Hezbollah, milícia libanesa apoiada pelo Irã.

Netanyahu declarou: “Nas negociações com o Líbano há dois objetivos fundamentais: em primeiro lugar, o desmantelamento do Hezbollah; em segundo lugar, uma paz sustentável, alcançada por meio da força”. Sobre o Irã, ele afirmou que os Estados Unidos mantêm Israel informado e que ambos os países estão alinhados em seus objetivos, que incluem remover o urânio enriquecido do Irã e acabar com suas capacidades de enriquecimento.

O premiê acrescentou que, caso os combates sejam retomados, “estamos preparados para qualquer cenário”. Enquanto isso, o veículo pró-Hezbollah al-Mayadeen informou que um cessar-fogo de uma semana entrará em vigor no Líbano a partir desta noite, embora essa informação não tenha sido confirmada por Tel Aviv.

A reunião do gabinete israelense ocorre um dia após as primeiras conversas diretas entre Israel e Líbano em mais de três décadas, realizadas em Washington, com a intermediação do governo dos Estados Unidos. Netanyahu comentou: “Essas negociações não aconteciam há mais de 40 anos. Estão acontecendo agora porque somos muito fortes, e os países estão vindo até nós – não apenas o Líbano”.

O governo dos Estados Unidos, que atuou como mediador do encontro, pressiona para conter o conflito entre as forças israelenses e o Hezbollah, temendo que isso possa prejudicar as negociações com o Irã. Washington declarou que “a bola está com o Irã” em relação ao fim da guerra no Oriente Médio, após a Marinha americana bloquear a navegação dos portos iranianos no Estreito de Ormuz.

O encontro em Washington, o primeiro diálogo direto de alto nível desde 1993, contou com a mediação do secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, e a participação dos embaixadores de Israel e Líbano nos Estados Unidos. Rubio afirmou: “Esta é uma oportunidade histórica”. Contudo, a oposição do Hezbollah às negociações apresenta poucas perspectivas para alcançar um acordo e encerrar os combates. O porta-voz do governo israelense, David Mercer, afirmou: “Não há nenhuma discussão sobre cessar-fogo com o Hezbollah”.

O Líbano foi arrastado para a guerra, iniciada em 28 de fevereiro com ataques israelenses e americanos ao Irã, no dia 2 de março, quando o movimento xiita abriu uma frente de combate contra Israel em retaliação à morte do líder supremo Ali Khamenei. Autoridades libanesas relataram que os ataques israelenses resultaram em mais de 2.000 mortes e deslocaram pelo menos um milhão de pessoas.

Apesar das conversas com o Líbano, Israel continuou atacando supostos alvos do Hezbollah no país. Nesta quarta-feira, o Exército israelense atacou o sul de Beirute, enquanto o grupo pró-iraniano disparou quase 30 foguetes contra o território israelense.

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