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Política

Carlos Viana critica Toffoli e aponta ameaça à independência do Congresso

Amanda Rocha
Última atualização: 15 de abril de 2026 18:21
Amanda Rocha
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Tempo: 2 min.
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O presidente da CPMI do INSS, senador Carlos Viana (PSD-MG), reagiu nesta quarta-feira (15) às declarações do ministro Dias Toffoli, do STF, sobre a possibilidade de “cassação eleitoral” de parlamentares que atacam as instituições. Viana afirmou que a menção à inelegibilidade representa uma “ameaça” à independência do Congresso.

“É uma ameaça a um Parlamento que é independente. Espero, com toda sinceridade, pelo respeito que tenho ao Judiciário, que também haja respeito ao Parlamento”, declarou Viana após deixar o STF, onde entregou o relatório final da comissão aos ministros Luiz Fux e André Mendonça.

Em março, a CPMI rejeitou o parecer elaborado pelo relator anterior, Alfredo Gaspar (PL-AL). O texto, com cerca de 4,3 mil páginas, propunha o indiciamento de mais de 200 pessoas nas investigações sobre descontos indevidos em aposentadorias e pensões do INSS.

Na terça-feira (14), o senador Alessandro Vieira apresentou o relatório final da CPI do Crime Organizado, que incluía pedidos de indiciamento de Toffoli, além dos ministros Gilmar Mendes e Alexandre de Moraes, e do procurador-geral da República, Paulo Gonet, por crimes de responsabilidade. Toffoli criticou o pedido de indiciamento, afirmando que o relatório poderia configurar abuso de poder com repercussões eleitorais, incluindo inelegibilidade.

Viana defendeu o trabalho das comissões parlamentares, ressaltando que os pedidos de indiciamento não implicam condenação. “Indiciamento não significa culpa. Significa que é preciso atenção e seguir o rastro do que foi colocado ali”, disse.

O senador também criticou a possibilidade de sanções eleitorais contra parlamentares, como sugerido por Toffoli, classificando essa postura como um sinal de “desequilíbrio” entre os Poderes. “Falar em tornar alguém inelegível nessas circunstâncias é uma demonstração clara de desrespeito e de desequilíbrio entre os Poderes no Brasil”, afirmou.

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