O Banco Central está analisando melhorias nas regras para captação de recursos via depósitos garantidos. O diretor de Regulação da autarquia, Gilneu Vivan, afirmou que a instituição deve estabelecer limites para o quanto as instituições podem alavancar esses instrumentos.
A declaração foi feita nesta quarta-feira (15) durante um evento organizado pela Associação Brasileira de Fintechs. Vivan mencionou que há um “intenso debate” sobre o tema, especialmente em razão dos eventos de 2025, sem citar diretamente a liquidação do Banco Master em novembro daquele ano.
O Banco Master enfrentou sérios problemas de liquidez e teve que vender carteiras de empréstimos fraudulentas. A instituição havia se expandido de forma agressiva, emitindo títulos de dívida vendidos a investidores por meio de plataformas de investimento, com garantia do FGC (Fundo Garantidor de Crédito).
Após o colapso do Banco Master, o FGC desembolsou mais de R$ 40 bilhões em coberturas, excluindo pagamentos relacionados a outras instituições ligadas ao Master que também foram fechadas pelo Banco Central.
Vivan também destacou que a autarquia revisará as regras para distribuição de ativos financeiros e a estrutura do sistema de garantia. Novas normas para combater fraudes e fortalecer a segurança cibernética estão na agenda, considerando que as atuais restrições orçamentárias impactam a capacidade do BC de lidar com um ambiente de fraudes cada vez mais dinâmico.
Além disso, uma revisão das regulamentações de tarifas está em foco, e o Banco Central espera finalizar até o final do ano uma regulamentação para serviços de câmbio.

