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Economia

Mercados americanos em alta enquanto investidores monitoram guerra no Oriente Médio

Amanda Rocha
Última atualização: 16 de abril de 2026 09:10
Amanda Rocha
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Tempo: 3 min.
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Os futuros das bolsas americanas iniciam a quinta-feira em alta, sinalizando uma nova tentativa de normalização nos mercados, ao mesmo tempo em que a guerra no Oriente Médio é retirada do foco das decisões. O EWZ, fundo que representa as ações brasileiras em Nova York, apresenta uma leve tendência de queda.

Na madrugada, a China divulgou que o PIB do país cresceu 5% na taxa anualizada, superando a expectativa de 4,8%. Além disso, a produção industrial avançou 5,7% em março, superando as previsões de 5,3%. As vendas do varejo, por outro lado, cresceram 1,7%, abaixo dos 2,4% esperados por economistas. A desaceleração no consumo chinês continua a ser monitorada pelos investidores, dada a relevância do mercado asiático para a economia global.

No Ocidente, os Estados Unidos divulgarão a produção industrial de março e os pedidos semanais de auxílio-desemprego, com uma expectativa positiva de que a economia do país esteja em melhor forma do que o previsto. Os resultados financeiros da PepsiCo e da Netflix também serão publicados ao longo do dia.

No Brasil, o destaque é o IBC-BR, indicador de atividade econômica do Banco Central, referente a fevereiro, com expectativas de desaceleração devido aos efeitos da taxa Selic elevada. Apesar dos esforços dos investidores para desconsiderar a guerra, é impossível analisar os indicadores econômicos sem levar o conflito em conta, pois os dados ainda não refletem os danos causados pelos ataques nas economias dos países afetados.

A inflação na Zona do Euro, por exemplo, subiu 2,6% em março, na taxa anual, o maior nível desde julho de 2024, comparado a 1,9% em fevereiro, que estava dentro da meta do Banco Central Europeu. Isso indica que ignorar a guerra pode ser um movimento arriscado, já que os preços do petróleo devem continuar elevados, impactando a economia global de maneira ainda não capturada pelos indicadores disponíveis.

A agenda do dia inclui a divulgação da inflação final de março da Zona do Euro às 6h, a ata da última decisão do BCE às 8h30, o IBC-BR de fevereiro pelo Banco Central às 9h, os pedidos semanais de auxílio-desemprego nos EUA às 9h30 e a produção industrial de março dos EUA às 10h15. Paulo Picchetti, do Banco Central, participará de um evento do Itaú Latam Day, nos EUA, ao longo do dia.

Antes da abertura do mercado, a PepsiCo divulgará seus balanços, enquanto a Netflix e a prévia operacional da Vale serão anunciadas após o fechamento.

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