A cafeicultura em Goiás recebe um novo impulso com o Encontro de Cafés Especiais, que começou na quarta-feira (15/4), em Ceres. A iniciativa da Emater Goiás reúne produtores, técnicos, pesquisadores e empresários para fortalecer a cadeia produtiva e ampliar oportunidades de mercado.
O evento, promovido em parceria com o Instituto Federal Goiano (IF Goiano), ocorre até esta quinta-feira (16/04), no campus da instituição. A programação é voltada à integração entre pesquisa, assistência técnica e prática no campo.
O presidente da Emater Goiás, Rafael Gouveia, destaca o potencial da cultura como alternativa de renda, especialmente para pequenos produtores. Ele afirma que a atuação da instituição busca levar tecnologia, informação e novas oportunidades produtivas ao campo.
““Quando trabalhamos com cafés especiais, aliando pesquisa, assistência técnica e parcerias como a do IF Goiano, conseguimos oferecer mais qualidade e competitividade ao produtor”,”
completa.
O diretor do IF Goiano – Campus Ceres, Adriano Braga, ressalta a importância da pesquisa para reduzir riscos e aumentar a eficiência da produção. Segundo ele, os estudos desenvolvidos na instituição contribuem para decisões mais seguras no campo.
““Por isso, a pesquisa realizada há mais de dez anos no IF Goiano de Ceres é essencial. Já avaliamos cerca de 35 cultivares nas condições do nosso clima. Esse conhecimento dá mais segurança ao produtor para investir com eficiência e qualidade”,”
explica.
A produtora do Café Franciscano, Ana Cristina Machado de Souza, defende o fortalecimento coletivo da cadeia produtiva no estado.
““Muita gente acha que incentivar o café aumenta a concorrência, mas é justamente o contrário do que precisamos. Quanto mais produtores envolvidos, mais forte fica a cadeia produtiva. O nosso objetivo é ampliar a produção, fortalecer a organização entre produtores e abrir novos mercados para o café goiano.””
O gerente de pesquisa agropecuária da Emater Goiás, Cleiton Mateus Sousa, afirma que a proposta do encontro é aproximar os diferentes elos da cadeia produtiva e orientar decisões com base em dados concretos.
““O objetivo é mostrar caminhos viáveis para quem deseja investir na cultura, com base em resultados de pesquisa e experiências de campo”,”
destaca.
A programação inclui palestras, visitas técnicas e degustações orientadas, permitindo aos participantes conhecer, na prática, cultivares adaptadas ao clima de Goiás, técnicas de manejo e fatores que influenciam a qualidade do café.


