A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo confirmou, nesta quinta-feira (16), três casos de febre amarela na região do Vale do Paraíba. Um homem de 38 anos, residente em Cunha, faleceu em decorrência da doença, enquanto uma mulher de 23 anos e um homem de 52 anos, ambos de Cruzeiro, se recuperaram.
De acordo com o boletim epidemiológico do Centro de Vigilância Epidemiológica (CVE), nenhum dos três casos tinha histórico de vacinação. A Prefeitura Municipal de Cunha, por meio da Secretaria de Saúde, informou que se trata de um caso isolado e que todas as medidas de bloqueio e controle foram implementadas.
A vítima fatal era um profissional do setor de celulose e exercia suas atividades em outra cidade da região, o que leva a investigação técnica sobre a origem do contágio. Até o momento, não há outras suspeitas da doença na cidade.
A Prefeitura de Cruzeiro também se manifestou sobre os casos. Segundo o órgão, os dois casos confirmados ocorreram na zona rural e estão sendo acompanhados pelas equipes de saúde. A prefeitura alerta que moradores e frequentadores da zona rural devem manter a vacinação em dia, usar repelente, vestir roupas que protejam braços e pernas e evitar exposição nos horários de maior atividade dos mosquitos, especialmente no início da manhã e no final da tarde.
““A vacinação na cidade está disponível todos os dias, das 7 às 17 horas, nas unidades de saúde. Além disso, a Prefeitura realiza vacinação diária na zona rural e ações aos sábados na Praça 9 de Julho, facilitando o acesso da população”,”
informaram em nota.
A vacina é considerada a principal ferramenta de prevenção e controle da febre amarela, segundo a Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo. O Programa Estadual de Imunização recomenda a imunização em todo o Estado desde 2019. Para viajantes que se deslocam para áreas de risco, a orientação é vacinar-se pelo menos 10 dias antes da viagem.
As recomendações de vacinação incluem: crianças devem receber uma dose aos 9 meses de idade e um reforço aos 4 anos; pessoas que receberam apenas uma dose antes dos 5 anos devem tomar uma dose de reforço; pessoas de 5 a 59 anos que ainda não foram vacinadas devem receber uma dose única; e aqueles vacinados com dose fracionada em 2018 devem verificar a necessidade de atualização da caderneta.

