O Brasil enfrenta uma série de desafios políticos e econômicos, exacerbados por crises globais como a guerra tarifária e a guerra no Golfo Pérsico. As lideranças do país parecem alheias ao perigo que essas situações representam.
Apesar dos avisos sobre a desordem mundial que poderia ser causada pela eleição de Donald Trump, o Brasil continuou focado em seus próprios problemas internos, mergulhado em escândalos. A crise tarifária com os Estados Unidos foi parcialmente atenuada por questões internas americanas e por uma gestão diplomática discreta, mas o tema ainda permanece relevante.
““Faltam-nos capacidade e disposição para propor e executar políticas voltadas para reduzir nossas fragilidades””
A questão energética, acentuada pela guerra no Golfo Pérsico, foi amenizada por decisões estratégicas do passado, como o Proálcool do regime militar e iniciativas de biocombustível durante o governo de Lula. No entanto, o Brasil ainda enfrenta vulnerabilidades significativas no fornecimento de diesel e combustível de aviação, dependendo de países como Estados Unidos e Irã para estabilizar suas perspectivas.
As Forças Armadas do Brasil também estão em uma situação crítica, com falta de munição e combustível, além de equipamentos desmobilizados por falta de peças. A política de defesa é limitada por preconceitos e falta de visão das lideranças. Os poderes do país parecem mais preocupados em proteger seus próprios interesses do que em buscar um entendimento mais amplo em um momento de crise.
Enquanto o Congresso e o STF trocam acusações, o Poder Executivo observa à distância. Mesmo as elites econômicas, que expressam preocupação, não se manifestam de forma contundente. A imprudência se reflete na segurança jurídica, na carga tributária crescente e na demora no licenciamento ambiental de investimentos estratégicos.
O Brasil caminha para se tornar um país hostil ao investimento. Embora a Bolsa de Valores tenha alcançado recordes, os investimentos estrangeiros estão sendo atraídos por barganhas em ações e pelo tamanho do mercado, mas a falta de estabilidade institucional impede que o país se torne um porto seguro para investidores.

