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Saúde

Técnica de enfermagem é presa por venda ilegal de medicamentos emagrecedores

Amanda Rocha
Última atualização: 17 de abril de 2026 20:19
Amanda Rocha
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Tempo: 3 min.
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Uma técnica de enfermagem foi presa em Campinas (SP) por vender ilegalmente canetas emagrecedoras. Isabella Caroline dos Santos foi detida na quinta-feira (16) e é suspeita de operar um esquema que incluía logística de fornecedores e entregas aos clientes.

A investigação revelou que Isabella vendia medicamentos injetáveis sem registro da Anvisa e desviava produtos do Hospital Municipal Ouro Verde. A técnica atraía clientes dentro do hospital onde trabalhava e realizava as vendas por meio de um aplicativo de mensagens.

De acordo com a Polícia Civil, o esquema funcionava de forma organizada. Conversas no celular da técnica mostraram que ela recebia pedidos de clientes e revendia medicamentos que vinham do exterior, sem prescrição médica e fora das normas da Agência Nacional de Vigilância Sanitária.

A estrutura do esquema incluía fornecedores que traziam ou armazenavam os produtos, além de uma logística de distribuição. Isabella realizava algumas entregas pessoalmente e, em outras situações, utilizava motoboys. Para atrair mais compradores, ela oferecia seringas desviadas do hospital como “brinde”.

Após a prisão, mandados de busca e apreensão foram cumpridos na casa da suspeita e no Hospital Mário Gatti e Maternidade Municipal. Na residência de Isabella, foram encontrados diversos medicamentos, incluindo um opioide classificado como entorpecente pela Anvisa, além de seringas e agulhas.

A técnica de enfermagem deve responder por crimes de falsificação, corrupção, adulteração de produtos medicinais e tráfico de drogas. A Rede Mário Gatti, responsável pelo Hospital Ouro Verde, informou que a mulher era funcionária de uma empresa terceirizada e solicitou seu afastamento. Uma sindicância será aberta para apurar os fatos.

Isabella passou por audiência de custódia na sexta-feira (17) e teve a prisão mantida. A defesa da técnica ainda não foi localizada para comentar o caso.

““Assim que soube da ação policial, imediatamente, a diretoria do hospital solicitou e a empresa contratante da profissional informou que vai abrir uma sindicância para apuração dos fatos”, informou a Rede Mário Gatti.”

O Hospital Maternidade de Campinas, que também foi alvo de mandados de busca, declarou que não foi procurado pelas autoridades, mas que colaborará com os órgãos competentes caso seja necessário.

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