Douglas Ruas, do PL, foi eleito presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro nesta sexta-feira (17) em uma votação sem concorrentes. A eleição ocorreu 22 dias após a primeira votação, que foi anulada pela Justiça.
Na sessão extraordinária, 45 dos 70 deputados estaduais participaram, e Douglas Ruas recebeu 44 votos. A decisão sobre quem comandará o governo do estado até o fim de 2026 ainda depende do Supremo Tribunal Federal (STF).
“Nós temos um cenário de instabilidade institucional no estado do Rio de Janeiro. Então, essa casa não dará nenhum passo se não for através do diálogo com as demais instituições. O que nós estamos buscando aqui é a normalidade institucional”, disse Douglas Ruas após a eleição.
A oposição tentou barrar a nova eleição na Justiça. O deputado Vitor Júnior, do PDT, que era o único concorrente, retirou sua candidatura, representando uma frente com 25 deputados de nove partidos que abandonaram o plenário e não votaram. A deputada estadual Marta Rocha, do PDT, afirmou: “Na reunião de colégio de líderes, os partidos que aqui estão se manifestaram contra a realização da eleição até o resultado do processo que tramita no Supremo Tribunal Federal.”
O ex-presidente da Assembleia Legislativa, Rodrigo Bacellar, do União Brasil, teve seu mandato cassado pelo Tribunal Superior Eleitoral e está preso, acusado de ligação com o Comando Vermelho, o que ele nega. O ex-governador Cláudio Castro renunciou ao cargo e foi condenado pelo TSE por abuso de poder político e econômico.
Na ausência do governador e do vice, o presidente da Assembleia Legislativa é o terceiro na linha de sucessão, mas Douglas Ruas não assume o governo. O ministro Cristiano Zanin, do STF, determinou que o presidente do Tribunal de Justiça do Rio, desembargador Ricardo Couto, permaneça como governador em exercício até o fim do julgamento no STF sobre a eleição para o mandato-tampão do governo.
Enquanto isso, o governador em exercício, Ricardo Couto, iniciou medidas para reorganizar a administração estadual, exonerando quinhentas pessoas de cargos de confiança, incluindo suspeitos de serem funcionários fantasmas. Também foram suspensas licitações e extintas três subsecretarias, além de uma auditoria nas contas públicas e um pente-fino na máquina administrativa.


