Matheus Matos, um homem com nanismo, compartilha sua experiência de discriminação e luta por inclusão após ser eliminado de um concurso para delegado da Polícia Civil de Minas Gerais. Ele nasceu com uma condição genética irreversível e desde pequeno enfrentou preconceito, como risadas e olhares de desprezo ao cruzar pessoas na rua.
Com o apoio dos pais, Matheus aprendeu a se posicionar e a não se deixar abater. Ele se preparou intensamente para o concurso, tendo sido aprovado em todas as etapas teóricas. No entanto, ao chegar à fase final, que incluía um teste de aptidão física, ele se deparou com a necessidade de adaptações devido à sua altura de 1,23 metro.
Matheus solicitou adaptações à Justiça, mas não obteve resposta. No dia da prova, apresentou um laudo médico, mas o fiscal ignorou suas necessidades. Ele conseguiu realizar algumas atividades, mas não conseguiu completar o salto exigido, que era de 1,65 metro, resultando em sua eliminação.
Após a decepção, Matheus decidiu recorrer ao Tribunal de Justiça de Minas Gerais, e seu advogado levou o caso ao Supremo Tribunal Federal. Em março, o ministro Alexandre de Moraes determinou que a prova deveria ser adaptada e que Matheus teria o direito de refazê-la. Embora ainda não tenha uma nova data marcada, ele continua treinando e se preparando.
Matheus expressou sua indignação ao tornar sua história pública, recebendo uma variedade de reações nas redes sociais, incluindo críticas e apoio. Ele destacou que a palavra “anão” é ofensiva e que o correto é se referir a ele como “pessoa com nanismo”. Apesar das dificuldades, Matheus deseja se tornar delegado e, mais importante, ajudar a combater o preconceito.
““Um anão não pode ser delegado”, disse um crítico nas redes sociais.”
““O que mais importa é ajudar a vencer o preconceito”, afirmou Matheus Matos.”


