Santa Catarina se destaca por ter a maior proporção de domicílios com um único núcleo familiar, com 69,3% dos lares, segundo a última Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua do IBGE, divulgada na sexta-feira (17).
Ao mesmo tempo, Florianópolis se tornou a capital brasileira com o maior percentual de pessoas morando sozinhas, atingindo 30,5%. Isso significa que, em cada 10 domicílios da cidade, três são ocupados apenas por uma pessoa.
Os dados mostram um crescimento significativo nos lares unipessoais em Santa Catarina, que saltaram de 11,6% em 2012 para 18,3% em 2025. Florianópolis é a única capital do país a ultrapassar a marca de 30%, seguida por Porto Alegre (28,8%), Salvador (27%) e Vitória (26,4%).
William Kratochwill, analista do IBGE, destacou que o envelhecimento da população e a autonomia residencial são fatores que impulsionam essa mudança. Ele afirmou:
“”À medida que a expectativa de vida aumenta e as famílias passam por reconfigurações, cresce o número de pessoas que passam a viver sozinhas em etapas mais avançadas da vida.””
A pesquisa também revelou que as casas continuam predominando em Santa Catarina, representando 79,8% dos domicílios, enquanto os apartamentos caíram para 20%. A maioria dos imóveis é própria e quitada, com 61,5%, e os alugados representam 27,7%.
O estado apresenta um alto padrão estrutural, com 84% das casas sendo de alvenaria. Santa Catarina lidera o país em bens domésticos, com 99,5% de geladeiras, 95,2% de máquinas de lavar e 74,2% de carros.
A responsabilidade pelos lares está quase equilibrada entre homens (50,5%) e mulheres (49,5%), com um avanço feminino ao longo dos anos. O acesso à água por rede geral atende 86% dos domicílios, com desigualdade entre áreas urbanas (93,7%) e rurais (24,7%).
Além disso, cerca de 65,9% das casas têm esgoto adequado, embora esse número ainda esteja abaixo da média nacional. A coleta de lixo atinge 97,5% dos domicílios e a energia elétrica chega a 98,6%, indicando uma ampla cobertura de serviços básicos.
A população catarinense está envelhecendo, com 16,2% de idosos, enquanto a participação dos jovens tem diminuído ao longo dos anos.


