Uma pesquisa do Centro do Professorado Paulista (CPP) revelou que 92,5% dos professores da rede pública e privada de São Paulo apoiam a atualização do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). O levantamento considera o aumento de agressões, ameaças e a sensação de impunidade no ambiente escolar.
A pesquisa foi realizada com mais de 1.144 professores, dos quais 66% têm entre 45 e 74 anos. Os dados mostram que 74,4% dos entrevistados não se sentem seguros dentro da sala de aula e nas escolas. Além disso, 65,6% dos professores relataram já ter sofrido algum tipo de agressão nas instituições de ensino, sendo a violência verbal a mais comum, com 71,3% das respostas.
Em relação à violência física, 19,3% dos docentes afirmaram ter enfrentado essa situação, principalmente em escolas municipais e estaduais. A pesquisa também destacou que muitos professores mencionaram a falta de apoio da gestão e a ausência de providências em casos de violência. Exemplos de situações graves incluem ameaças de morte, depredação patrimonial e agressões por parte de pais de alunos.
““O Estatuto da Criança e do Adolescente é fundamental para garantir os direitos de crianças e adolescentes, mas é importante reforçar que isso não exclui a necessidade de responsabilização diante de episódios de violência. O ambiente escolar precisa ser um espaço de respeito mútuo, com direitos e deveres bem estabelecidos para todos os envolvidos”, disse Alessandro Soares, diretor-geral administrativo do CPP.”
A Secretaria de Educação do Estado de São Paulo foi contatada, mas não se manifestou sobre a pesquisa.


