A participação de influenciadores no Rio Fashion Week, que terminou no sábado, 18, gerou controvérsias. Geovanna Alencar e Arthur Lira dançaram na passarela durante um desfile, o que provocou críticas e levantou questionamentos sobre os limites entre entretenimento e a proposta artística dos eventos de moda.
A atitude dos influenciadores foi vista como uma tentativa de viralização. A marca BlueMan, que organizou o desfile, já havia sinalizado uma quebra de rigor no evento, mostrando ensaios nas redes sociais antes da apresentação. Essa movimentação reacendeu o debate sobre a desvalorização de modelos profissionais e o espaço midiático dos influenciadores.
Enquanto alguns defendem que a presença dos influenciadores amplia o alcance das marcas e dialoga com um público engajado, outros criticam a substituição de modelos profissionais por figuras cuja notoriedade está mais ligada à popularidade do que à técnica. Essa mudança estrutural no setor levanta questionamentos sobre a democratização da moda e a lógica do engajamento.
A presença dos influenciadores na passarela não é vista como um erro, já que as marcas utilizam suas audiências para alcançar consumidores. A dança na passarela quebra a “quarta parede” do digital, gerando estranheza, mas também engajamento. A moda tem absorvido rapidamente essa “contaminação” digital, e a dancinha na passarela não fere os princípios do setor, mas sim coloca a grife em contato direto com a comunicação que a originou.
No final, tudo viraliza, incluindo as críticas dos puristas que tentam ignorar a influência dos influenciadores. É preferível aceitá-los como um sintoma dos tempos atuais e analisá-los criticamente, em vez de negar sua presença nas redes sociais.

