A economia prateada, que abrange o consumo da população com mais de 50 anos, movimentou R$ 1,8 trilhão no Brasil em 2024, correspondendo a 24% do consumo privado dos domicílios brasileiros.
A previsão é que esse valor dobre nas próximas duas décadas, atingindo R$ 3,8 trilhões e representando 35% do consumo nacional. Os dados são do estudo Brasil Prateado, realizado pela consultoria data8.
O levantamento aponta que o envelhecimento da população brasileira deve impactar significativamente a economia. Atualmente, há cerca de 59 milhões de brasileiros com 50 anos ou mais. Estima-se que, até 2044, os “prateados” representarão 40% da população total do Brasil.
O estudo revela que consumidores maduros gastam, em média, 38% mais por mês do que aqueles com menos de 50 anos, concentrando suas despesas em áreas essenciais como habitação, alimentação, transporte e saúde.
Por outro lado, os jovens tendem a distribuir seus gastos entre vestuário, educação e cuidados pessoais. O setor de saúde é um dos que mais deve se beneficiar dessa transição demográfica. Em 2024, os brasileiros acima de 50 anos já respondiam por 35% do consumo total de produtos e serviços de saúde no país.
Essa participação deve aumentar para 43% em dez anos, abrangendo planos de saúde, medicamentos, suplementos e serviços médicos. O estudo também destaca diferenças regionais nos gastos: no Sudeste, os gastos com saúde são mais elevados, enquanto o Centro-Oeste lidera em consumo de transporte.
As regiões Norte e Nordeste apresentam menor consumo per capita, focando principalmente em alimentação e moradia. Para empresas e investidores, esse movimento representa uma crescente oportunidade de negócios em setores como finanças, turismo, habitação adaptada, tecnologia assistiva, educação continuada e mercado de luxo voltado ao público maduro.
Com o envelhecimento acelerado da população brasileira, a economia prateada se torna uma realidade cada vez mais relevante.


