O mercado de commodities na bolsa de Nova York começou a semana com cautela devido às instabilidades na região do Estreito de Ormuz, que geram incertezas sobre os fluxos logísticos globais. Os contratos de cacau e café apresentaram forte alta na sessão.
Na última semana, os contratos futuros de café arábica mostraram oscilações diárias, com altas nos três primeiros pregões e um recuo ao final do período. Esse movimento foi influenciado pelo início da colheita no Brasil, maior produtor e exportador global, e por um ambiente externo momentaneamente mais estável em relação ao Estreito de Ormuz.
Os contratos com vencimento em julho, que são os mais negociados no momento, avançaram 4,47% na abertura do pregão, sendo cotados a US$ 2,8560 por libra-peso, refletindo um cenário de maior cautela.
““Preço do café sobe 2,32% em Nova York com expectativa de oferta restrita””
Os contratos de cacau, após recuarem na última sessão, avançaram na abertura da bolsa. A valorização ocorreu em meio a incertezas macroeconômicas e à possibilidade de impactos do conflito sobre fluxos logísticos, inflação global e taxas de câmbio. Os papéis com entrega para julho subiram 3,69%, cotados a US$ 3.401 por tonelada.
Os estoques certificados monitorados pela ICE (Intercontinental Exchange) nos portos dos Estados Unidos recuaram em 5,5 mil sacas, totalizando 2,6 milhões de sacas. Apesar da queda, o volume permanece elevado em termos recentes, indicando disponibilidade física no curto prazo, conforme apontado pelo Mercado do Cacau.
Outro ponto observado pelos agentes de mercado é o início do período de liquidação física do contrato de maio, previsto para 24 de abril, o que pode gerar ajustes de posições e influenciar a dinâmica dos spreads e da curva futura.
Os contratos futuros de açúcar operam próximos da estabilidade, a 13,48 centavos de dólar por libra-peso. Esse nível, o mais baixo desde meados de fevereiro, está associado às expectativas de oferta global elevada, com aumento de produção em países como Brasil, Índia e Tailândia.
Os preços internacionais do açúcar interromperam uma trajetória de queda observada desde março de 2025 e começaram a subir após o início do conflito no Oriente Médio em fevereiro, movimento associado à valorização do petróleo e às expectativas de maior demanda por etanol.
Os contratos de algodão com vencimento em julho recuaram 1,12%, sendo negociados a 78,93 centavos de dólar por libra-peso.


