Quão preparado seu corpo está para envelhecer bem? Essa questão pode ser respondida por meio de alguns testes que avaliam a força, o equilíbrio e o condicionamento físico. Esses indicadores podem revelar o nível de preparo do organismo para manter a autonomia ao longo dos anos.
Um artigo do The New York Times destaca quatro tipos de testes associados à longevidade e à manutenção da independência. O primeiro teste é o Sentar e levantar, criado pelo médico brasileiro Claudio Gil Araújo. Este teste mede força, equilíbrio e flexibilidade, onde a pessoa deve sentar no chão e voltar à posição em pé usando o mínimo de apoios possível. A pontuação começa em 10, subtraindo-se 1 ponto para cada apoio utilizado e 0,5 ponto em caso de desequilíbrio. Um estudo com mais de 4 mil adultos mostrou que pontuações baixas (4 ou menos) estão associadas a um risco de morte quase quatro vezes maior ao longo de 12 anos, especialmente por quedas. É recomendado realizar o teste sob supervisão profissional.
O segundo teste é a Velocidade de caminhada. A velocidade habitual de caminhada é um indicador importante de funcionalidade e vitalidade, podendo prever declínios futuros, mortalidade e risco de incapacidade. Para medir, deve-se marcar quatro metros em uma superfície plana e cronometrar o tempo necessário para percorrer a distância no ritmo normal. O ideal é atingir pelo menos 1,2 metro por segundo. Repetir o teste a cada poucos meses pode ajudar a identificar mudanças que funcionam como sinal de alerta.
O terceiro teste é a Força de preensão, que está associada à mortalidade e reflete o nível de atividade diária. A força das mãos pode ser medida por um dinamômetro, mas em casa, uma alternativa é caminhar por 60 segundos segurando pesos em cada mão. Os valores sugeridos para homens de 45 anos são cerca de 27 kg em cada mão, enquanto para mulheres são cerca de 18 kg. As cargas devem ser aumentadas gradualmente e, se houver dor, o exercício deve ser interrompido.
O quarto teste é o Equilíbrio em um pé só. Este teste consiste em ficar em pé sobre uma perna e tentar manter a posição por pelo menos 10 segundos. Um estudo de 2022 revelou que 20% dos adultos entre 51 e 75 anos não conseguiam atingir esse tempo, apresentando um risco 84% maior de morte nos sete anos seguintes. Assim como nos outros testes, é aconselhável realizar este sob supervisão profissional.


