Mato Grosso do Sul entrou em alerta vermelho nesta semana devido a uma intensa onda de calor que deve persistir por pelo menos sete dias. O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu o aviso, que é o grau mais alto na sua escala de alertas.
O fenômeno é causado por uma bolha de calor situada entre o Paraguai e o norte da Argentina, que impede a chegada de frentes frias. Isso resulta em temperaturas 5 ºC acima da média, especialmente em regiões que normalmente registram temperaturas mais amenas nesta época do ano.
Embora as máximas não alcancem recordes absolutos, como os 40 ºC registrados no Pantanal, a persistência do calor gera desconforto térmico e riscos à saúde. O calor intenso começou a afetar a faixa oeste e sul do estado desde o último domingo, dia 19, e deve se estender até o próximo sábado, dia 25, com um alívio esperado apenas no domingo, dia 26.
As cidades mais afetadas incluem Dourados, Ponta Porã, Amambai, Naviraí, Rio Brilhante, Caarapó, Fátima do Sul, Ivinhema, Maracaju e Itaquiraí, na Região Sul. Na Região Turística/Sudoeste, estão Bonito, Bodoquena, Jardim e Guia Lopes da Laguna. No Leste e Sudeste, as cidades de Três Lagoas, Bataguassu, Nova Andradina e Aparecida do Taboado também estão em alerta. Na Região Central, Campo Grande, Terenos e Sidrolândia são mencionadas, assim como Corumbá, Porto Murtinho e Aquidauana no Pantanal.
O alerta vermelho é emitido quando a onda de calor persiste por mais de cinco dias consecutivos com temperaturas muito acima da média, indicando um nível máximo de atenção para riscos de desidratação e problemas cardiovasculares. Uma onda de calor é caracterizada por temperaturas que ficam ao menos 5ºC acima da média por um período de cinco dias ou mais.
Para se proteger do calor extremo, é recomendado manter a hidratação constante, evitando a exposição direta ao sol entre 10h e 16h, e umidificar os ambientes, utilizando umidificadores ou toalhas úmidas, especialmente ao dormir.


