O fenômeno climático El Niño é previsto para o segundo semestre de 2026 em Santa Catarina, trazendo preocupações sobre o aumento significativo das chuvas no Sul do Brasil.
A previsão indica uma probabilidade de 80% de que o El Niño comece entre julho e agosto, segundo o Climate Prediction Center, órgão meteorológico dos Estados Unidos.
A Defesa Civil e a Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri) estão mobilizadas para lidar com os riscos de enxurradas, inundações e deslizamentos, além da possibilidade de tempestades severas.
““O El Niño é um aquecimento fora do normal das águas do Oceano Pacífico na faixa próxima à linha do Equador”, explicou a Epagri.”
As previsões do Climate Prediction Center apontam que o fenômeno tende a continuar ao longo da primavera e verão, com 25% de chance de se configurar com intensidade muito forte.
O aquecimento das águas do Pacífico Equatorial observado nos últimos meses sustenta essas previsões. Apesar da expectativa de atuação do fenômeno, a Epagri/Ciram alerta para incertezas quanto à sua intensidade e duração.
Em resposta a essas previsões, a Epagri e a Defesa Civil publicaram uma nota conjunta em abril, destacando possíveis consequências do El Niño em Santa Catarina, como chuvas intensas, aumento de inundações e deslizamentos, e maior probabilidade de tempestades severas.
““Embora o El Niño contribua para a intensificação das chuvas no estado, ele não é o único responsável pela ocorrência de eventos extremos”, ressaltou a Epagri.”
Para enfrentar os desafios trazidos pelo fenômeno, a Defesa Civil e a Epagri/Ciram estão desenvolvendo ações de prevenção e mitigação, incluindo monitoramento intensificado e planejamento da Operação Primavera 2026, que ocorrerá entre 1º de junho e 21 de setembro.
As ações também incluem capacitações, limpeza de rios e sistemas de drenagem, e articulação interinstitucional para garantir um diálogo constante entre as instituições envolvidas.
Os episódios mais marcantes de El Niño em Santa Catarina ocorreram em 1982/1983, 1997/1998, 2015/2016 e 2023/2024, sendo que o último causou inundações significativas, especialmente no Vale do Itajaí.


